Ferrari vê regras de 2021 como “ponto de partida”, mas com trabalho a ser feito

A Ferrari fica feliz em ver o regulamento da Fórmula 1 para 2021 ganhar forma, encerrando longa novela nos bastidores. Entretanto, o chefe Mattia Binotto nega que tudo esteja “fechado” e aponta necessidade de seguir negociando

A Ferrari, uma das equipes com mais motivos para rejeitar parte do novo regulamento da Fórmula 1, acabou satisfeita com as novidades apresentadas por FIA e Liberty Media para 2021. O chefe Mattia Binotto, apesar de ressaltar que ainda há “muito trabalho a ser feito”, ficou feliz com a chegada de uma necessária mudança de rumo na condução da categoria.
 
“A gente votou a favor, então estamos felizes com esse regulamento”, disse Binotto. “Se não estivermos felizes, ao menos estamos convencidos de que esse é o caminho a ser seguido. Acreditamos que é o momento certo para pensar nessa continuidade”, comentou.
 
Um dos pilares do pacote de regras é o teto orçamentário, que promete afetar profundamente os gastos de equipes gigantes, como a Ferrari. Agora limitada a um gasto de $ 175 milhões, ou R$ 700 milhões, a escuderia se depara com o desafio de ajudar o esporte a ser sustentável no longo prazo.
 
“Nosso esporte precisa ser sustentável, todos nós sabemos disso”, seguiu. Precisamos trabalhar pesado também pensando no futuro, sendo sustentável, verde e ainda um esporte. Isso quer dizer que ainda há muito trabalho a ser feito. Se tem algo que eu quero evitar, é dizer que já está tudo fechado. Acho que isso é um bom ponto de partida. Estamos todos unidos e precisamos colaborar”, destacou.
Mesmo sem estar 100% satisfeita, a Ferrari celebra o novo pacote de regras (Foto: Ferrari)

Além do teto orçamentário, outra mudança importante é a que afeta os carros. Para facilitar ultrapassagens e criar mais disputas por posição, a F1 trabalhou para diminuir a turbulência gerada, reduzindo os efeitos do ar sujo. Outras mudanças incluem o crescimento do calendário, com limite definido em 25 provas, e o uso progressivamente maior de combustíveis renováveis.

 
O apoio da Ferrari é particularmente importante para a F1. Afinal, a equipe italiana tem o poder de vetar o pacote caso julgue necessário. Por mais que Binotto ainda defenda uma evolução do pacote proposto nesta semana, prevaleceu o desejo de acabar com uma novela nos bastidores da categoria.
 
“Para nós é mais importante colaborar com a F1 e nos certificar de que até o fim de outubro teríamos o melhor pacote possível para ser votado. Acho que foi em cima disso que colocamos nossos esforços”, encerrou.
 
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