FIA cancela entrevistas coletivas dos pilotos após sexta-feira tensa da F1 em Jedá

Ataque a míssil em refinaria da Aramco próxima ao circuito de Jedá preocupa paddock da F1, que por sua vez confirmou realização normal do GP da Arábia Saudita e cancelou entrevistas dos pilotos

FÓRMULA 1 2022 AO VIVO: OS TREINOS LIVRES DO GP DA ARÁBIA SAUDITA DE F1 | Briefing

Todas as entrevistas dos pilotos da Fórmula 1 no paddock em Jedá, nesta sexta-feira (25), foram canceladas pela FIA. Após o ataque a míssil em uma refinaria da petrolífera árabe Aramco — a 10 km do circuito —, a entidade confirmou a realização do GP da Arábia Saudita normalmente, antes de decidir cancelar os comentários dos pilotos à imprensa.

Apesar de não permitir as entrevistas, a FIA não explicou os motivos que a levaram à decisão. Assim, os competidores não terão a oportunidade de falarem sobre as duas primeiras sessões de treinos livres desta sexta, que tiveram Charles Leclerc na primeira colocação em ambas com a Ferrari.

Explosão na Aramco deixou nuvem de fumaça no céu de Jedá (Foto: Andrej Isakovic/AFP)

O presidente da FIA é o emiratense Mohammed Ben Sulayem, que em reunião que envolveu Stefano Domenicali — CEO da F1 —, decidiu por manter as atividades normalmente. Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita apoiam a coalizão sunita na guerra do Iêmen, considerada a maior crise humanitária do planeta.

Desde 2014, as tropas rebeldes tentam tomar o controle político do país, em batalhas sangrentas contra os xiitas — do grupo terrorista Houthi, responsável pelo ataque à Aramco e apoiado pelo Irã, inimigo histórico dos dois países — que já mataram mais de 370 mil pessoas. Deste número, estima-se que 60% tenham morrido por fatores indiretos como fome, falta de saúde e infraestrutura — 10 mil delas, crianças.

Imagem do TL1 de Jedá mostra densa fumaça ao fundo (Foto: Reprodução/Twitter)

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As autoridades árabes, no entanto, garantiram que “a segurança é prioridade” e apoiaram a Fórmula 1 a manter o cronograma previamente estabelecido. Enquanto isso, a ONU prevê que 19 milhões de habitantes do Iêmen vão ficar sem alimentos nos próximos meses devido às consequências do conflito, que já se arrasta desde 2014.

Mais de 20 milhões de pessoas são afetadas pela guerra, que espalha fome, destruição e miséria por todo o Iêmen. Em áreas como Taiz e Marib, cinco milhões de pessoas não têm o que comer, quatro milhões não possuem mais moradia e mais de dois terços da população necessita de ajuda humanitária apenas para sobreviver.

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