FIA e F1 já buscam mudanças após falhas com aerodinâmica ativa em simulação para 2026

De acordo com o Motorsport.com, o simulador mostrou que a aerodinâmica ativa na asa traseira para 2026 deixou os carros muito difíceis de guiar, obrigando pilotos a uma pilotagem tão conservadora a ponto de os tempos de volta serem como os da Fórmula 2

A pouco menos de dois anos para a chegada do novo regulamento da Fórmula 1, as primeiras simulações com a aerodinâmica ativa ligaram um sinal preocupante de alerta e já obrigam a categoria a pensar em mudanças. Dados apontam para uma dificuldade considerável na dirigibilidade, com carros rodando no meio da reta e tendo de optar por uma pilotagem tão conservadora a ponto de os tempos de volta serem mais lentos que os da Fórmula 2.

A informação é o site Motorsport.com desta terça-feira (9). O conceito de aerodinâmica móvel foi pensado para equilibrar o desempenho dos carros com as novas unidades de potência, que terão uma divisão de potência de 50/50 entre motor a combustão interna e parte eletrônica.

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A ideia é que as asas funcionem em uma configuração de alto downforce nas curvas para ajudar na aderência e, depois, mudem para um ajuste de baixo arrasto nas retas para aumentar a velocidade. O caminho explorado inicialmente era que apenas a asa traseira fosse móvel por conta do conjunto já existente do DRS — sistema de redução de arrasto que aumenta a velocidade em trechos de alta do circuito. Seria, portanto, uma solução menos complicada.

O trabalho, no entanto, não surtiu o efeito esperado. De acordo com a publicação, fontes ligadas às equipes explicaram que o modelo básico usado em simulador — batizado de Fangio — ficava quase impossível de pilotar na combinação de asa traseira com menor arrasto e motor em potência máxima. Vários pilotos perdiam o controle nas retas, rodando em aceleração ou nem sequer fazendo curvas menores sem perder a traseira.

A F1 ainda tem muito trabalho pela frente até a chegada do novo regulamento (Foto: Reprodução/F1)

Ainda segundo o texto, uma fonte chegou a sugerir que, sob essas características, a única forma de impedir que os carros derrapassem seria uma pilotagem tão conservadora que deixaria os tempos de volta equiparados aos da F2 atual, que trouxe para o modelo deste ano o efeito-solo. A questão é que a configuração desencadeou uma mudança de equilíbrio até três vezes maior com o DRS ativo.

Após análises destes primeiros resultados, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) concluiu que será preciso trazer o conceito de aerodinâmica móvel também para a asa dianteira. A expectativa é que o trabalho mútuo das duas peças ajude a reduzir o deslocamento do equilíbrio aerodinâmico que tem causado problemas nas simulações.

Christian Horner, chefe da Red Bull, chegou a fazer um alerta no ano passado sobre o risco de a F1 criar “carros Frankenstein” para compensar uma eventual perda de desempenho com a nova unidade de potência. Ao Motorsport.com, o dirigente disse que “houve um bom progresso” nas conversas com a federação sobre o regulamento de 2026.

“Acredito que a FIA aceitou parte do feedback, e algumas mudanças foram feitas. Estamos aguardando os regulamentos do chassi, que serão uma parte fundamental do pacote de 2026 e a interação com essas unidades de potência”, acrescentou.

“Vários grupos estão trabalhando arduamente nisso, e é importante que algo esteja concluído num futuro próximo”, completou Horner, dando mais detalhes sobre a reação das equipes com a descoberta no simulador.

“As regras são as mesmas para todos. Portanto, é como elas são aplicadas e traduzidas. Não creio que tenhamos medo de quaisquer que sejam as regras, pois é o mesmo ponto de partida para todos. Quando estiverem concluídas, sem dúvida descobriremos quaisquer problemas que existam, mas não é diferente de qualquer outra mudança regulatória”, finalizou.

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