F1

Fittipaldi descarta correr campeonato inteiro em 2019 e foca no posto de reserva na Haas: “É a prioridade”

Pietro Fittipaldi tem uma prioridade clara para 2019: a condição de piloto reserva da Haas, ajudando no desenvolvimento do VF-19. O posto significa que Fittipaldi não quer disputar um campeonato completo, focando em provas esporádicas

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Já estamos na segunda metade de fevereiro e Pietro Fittipaldi ainda não anunciou qual campeonato vai disputar em 2019 – e nem vai, pelo menos não na íntegra. O brasileiro, piloto reserva na Haas, explica que só quer competir em datas que não batam com compromissos da Fórmula 1. Isso significa tempo de pista enxuto para um Pietro que quer dar o melhor nas oportunidades que pintarem na escuderia americana.
 
Pelo foco na Haas, Fittipaldi se compromete com um cronograma de atividades no simulador. O brasileiro é peça chave no quesito para os americanos, que agora querem usar equipamento disponibilizado pela Dallara sempre que possível.
 
“Eu já sabia que, por conta do que eu estou fazendo com a Haas, seria difícil correr um campeonato inteiro”, disse Pietro, perguntado pelo GRANDE PRÊMIO. “O calendário que eu tenho com eles... Eu tô morando na Itália agora e toda semana eu normalmente faço alguma coisa com a equipe. Trabalho começou já no começo de janeiro. Eu quero correr esse ano, mas a prioridade é a Haas. Estamos finalizando um programa de corridas. Ainda não finalizamos, mas está perto. A prioridade é a Haas, tem que ser a opção número 1 agora. Tem que ser algo que vá bem com o calendário deles”, seguiu.
 
Pietro não abre o jogo sobre qual seria o novo campeonato no horizonte, mas garante que quer um foco também nesta área. “Seria uma categoria só. No caso, com os calendários, não ia dar para fazer isso [correr mais de um campeonato]”.
Pietro Fittipaldi (Foto: Victor Eleutério/RF1)
Mais do que uma experiência pessoal, Pietro se sente em condições de fazer grande diferença para a Haas em 2019. O novo ano, com mudanças de regulamento, vai exigir mais da corrida de desenvolvimento e do trabalho de bastidores.
 
“Como piloto de testes, eu sei que a maior parte do trabalho que eu vou fazer na equipe é como piloto de simulador, mas também vai ser testando o carro, que é algo importante para mim”, explicou. “Para desenvolver também o programa de simulador da equipe, que ajuda muito. Você pode ter mais o feeling do carro, fazer o simulador mais perto possível do carro real, mas é também uma grande oportunidade poder testar e ajudar o time a desenvolver o carro. São muitas coisas que eles querem testar e isso é tudo muito bom”, destacou.
 
A abordagem de Pietro em 2019 destoa da vista em 2018. Na ocasião, o brasileiro trabalhou em diversos fronts, com acordos para disputar Indy, Mundial de Endurance e Super Formula. A maior parte do projeto foi pelo cano quando o brasileiro sofreu um acidente grave no fim de semana das 6 Horas de Spa-Francochamps, tendo fraturas nas duas pernas e precisando de meses para recuperar a melhor forma física.
 
“No começo do ano eu estava muito feliz porque ia competir em várias categorias, correndo muito. Acho que ia fazer uns 15 finais de semana, algo assim, e ia ser uma boa experiência para mim. Normalmente, quando vou guiar um carro novo, eu me adapto muito rápido e para mim não seria problema pular de um carro para outro. Você reage e se acostuma rápido, depois de três ou quatro voltas. Eu ia fazer quase o campeonato todo da Super Formula, mas aí teve o acidente em Spa e fiquei fora da maioria das corridas”, lamentou.

GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio, Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.