F1

Fora dos pontos há oito meses, Grosjean fala em “sequência dolorosa” de resultados, mas ganha apoio da Haas

Romain Grosjean passou a ser altamente questionado pela falta de pontos, que não vêm desde o GP do Japão de 2017. O francês reclamou de azar, assim como a Haas: de acordo com o chefe Günther Steiner, as coisas simplesmente não se acertam

Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre

Sem um top-10 desde outubro de 2017, no GP do Japão, Romain Grosjean vive uma fase das mais turbulentas na F1. Sofrendo para ter etapas livres de incidentes, o francês bateu na trave ao cruzar a linha de chegada em 11º no GP da França. O resultado não é dos piores, mas mantém um momento definido como “doloroso”.
 
“A gente tentou o máximo que pôde, mas tinha alguns danos no carro por causa da primeira volta”, disse Grosjean. “Foi difícil porque isso tirou nosso equilíbrio aerodinâmico. Tentei ao máximo me recuperar, mas estava muito para trás. O carro está muito rápido e o Kevin [Magnussen] fez um ótimo trabalho, então fico feliz por ele. Mas quero minha vez. Essa sequência de azar está ficando dolorosa”, seguiu. O companheiro Magnussen foi sexto, chegando aos 27 pontos em 2018.
Romain Grosjean voltou a ter um dia difícil, agora em Paul Ricard (Foto: Beto Issa)

A fase é das piores, mas não abala a confiança da Haas em Grosjean. Günther Steiner, chefe da equipe, reclama mais do azar do que necessariamente de falta de performance.
 
“A gente teve isso com o Kevin ano passado, quando ele estava em uma fase ruim e as pessoas estavam implicando”, comparou Steiner. “Agora é com o Grosjean que as coisas sempre dão errado. Não é uma chuva, é uma tempestade. Ele está tentando voltar a ficar de pé, mas aí recebe uma punição. Isso cansa depois de algum tempo, mas acho que ele tem força para superar”, seguiu.
 
Grosjean dava sinais de que teria uma atuação forte em Paul Ricard, principalmente pela boa atuação nos treinos livres. Tudo começou a dar errado com um acidente no Q3, seguido de outro toque na largada.
 
“A performance dele estava boa até o Q3. O que dizer? Ele vai se recuperar. Acho que um dia teremos os dois na zona de pontos, e não acho que os pontos  estão longe dele [Grosjean]”, encerrou o dirigente.