Fórmula 1 busca novas equipes, mas reconhece que “não é prioridade imediata”

O CEO do Liberty Media, Greg Maffei, disse, durante o fim de semana do GP de Miami de Fórmula 1, que a organização pensa, sim, em novas equipes para o grid, mas age com cautela para que a categoria não tenha uma nova Manor

O presidente do grupo Liberty Media, Greg Maffei, admitiu pela primeira vez, em evento realizado nesta sexta-feira (06) em Miami, que a Fórmula 1 pode, sim, adicionar mais equipes nas próximas temporadas. Apesar de deixar claro que isso não é uma prioridade imediata, é sabido que houve diversas declarações públicas de possíveis participantes nos últimos anos, com a Andretti, liderada pelo ex-piloto Michael Andretti, quem mais se aproximou de entrar na categoria ao tentar adquirir a Sauber no fim de 2021 e que deseja publicamente oportunizar sua entrada no grid a partir de 2024.

A FIA, até o momento, não respondeu ao pedido da Andretti. Enquanto isso, várias equipes manifestaram interesse em manter o grid com dez times sob a alegação de proteger a receita e a saúde do Mundial de Fórmula 1. Maffei deixou as portas abertas para o aumento do grid em breve. “Temos potencial para a expansão das equipes na F1, apesar de não achar que isso seja prioridade agora. Tem muita gente interessada, compradores interessantes, porém, não sentimos essa necessidade.”

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Além disso, Maffei afirmou que questões logísticas poderiam ser um obstáculo, pois há circuitos que não têm mais de dez garagens. Mas o aporte financeiro está no centro da discussão. A Andretti estaria disposta a pagar até US$ 200 milhões, que seria compartilhada entre todas as atuais equipes do grid para cobrir temporariamente os custos caso outra equipe ficasse com uma fatia do prêmio da Fórmula 1.

Greg Maffei, CEO da Liberty Media (Foto: Getty Images)

Além da Andretti, o grupo Wolkswagen anunciou as entradas de Audi e Porsche na categoria em 2026 nesta semana, porém, ambos devem fazer parcerias com as equipes já existentes no grid da F1. Especula-se que a Porsche faça um acordo com a Red Bull, enquanto a Audi até agora não conseguiu encontrar um parceiro e mantém reuniões com McLaren e Williams.

Maffei quer evitar o que aconteceu com a Manor, a última equipe a entrar na Fórmula 1 e que saiu em 2017. “Víamos 15, até 20 equipes no grid, mas o número caiu para uma dezena. Hoje, as franquias valem, no mínimo, US$ 400 milhões, talvez mais. Isso atrai investimento e interesse. Queremos tornar as equipes menores mais competitivas. O teto orçamentário veio para isso e estamos, neste ano, no começo de ver isso acontecer. Olha o que está sendo a Haas neste início de temporada, a recuperação da Ferrari”, disse o CEO. O Pacto da Concórdia, assinado em 2020, permitiu que a receita comercial concedida às equipes, equilibrem os pagamentos de equipes consideradas prioridade e aumentou o valor pago aos times menores.

O único chefe de equipe que, até o momento, defende a entrada de novos times como a Andretti, é Zak Brown. O diretor-técnico da McLaren, sempre deixou claro que apóia a entrada de um 11º competidor de alta qualidade, desde que esta agregue valor à F1 para ser aceita. “A reação de algumas equipes tem sido mais uma reação fiscal, porque, em última análise, eles mastigam o fundo de prêmios. Se você acredita que eles são aditivos ao esporte, acho que eles darão mais para ajudar a construir o esporte, talvez um aumento no contrato de televisão nos Estados Unidos, mais patrocínio. Acho que temos uma visão de longo prazo sobre essas coisas, que economicamente acho que as coisas ficariam bem.”

Andretti indicou candidatura à F1 em 2024, mas equipes demonstram resistência (Foto: Indycar)

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