F1

Fornecedora da GP2, Mecachrome se inscreve para ser motor alternativo da F1 ao lado de Ilmor e AER

A Mecachrome, companhia com experiência na F1 e na GP2, revelou que será a terceira candidata no processo seletivo da FIA, que busca uma fornecedora de motores alternativos – com configuração diferenciada, portanto. Ilmor e AER são as outras marcas que manifestaram interesse

Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
O processo seletivo para a escolha de um motor independente da F1 não para de atrair candidatos. Agora foi a vez da Mecachrome, fornecedora única de unidades para a GP2, seguir os caminhos de Ilmor e AER, outras empresas que se ofereceram para prover material à F1.
 
A Mecachrome carrega um belo histórico no fornecimento de motores: A companhia já foi parceira de Williams e Renault na F1. Em 2016, a marca também será parceira da GP3, monopolizando as principais categorias júnior da F1. E é justamente esse apoio aos certames menores que pode fazer a diferença no processo seletivo.
 
“Alguns meses atrás nós conseguimos um acordo com a GP3 para fornecer motor V6 aspirado de 3.4L em 2016. Também conseguimos um contrato com a GP2 em 2017 para fornecer um V6 turbo de 3.4L”, contou Jean-Charles Raillat, dirigente do grupo Mecachrome, em entrevista ao ‘Motosport.com’.
A Mecachrome fornece motores para a GP2(Foto: GP2)
“A FIA exige propostas de, no mínimo, 2.5L. O motor que desenvolvemos está absolutamente compatível com as exigências da FIA”, exaltou.
 
As unidades independentes deverão ser introduzidas na temporada 2017, como um meio de diminuir os custos da F1. Com bastante tempo para trabalhar, Raillat destacou que a experiência da Mecachrome permitirá a rápida produção de motores.
 
“Em termos de recursos e capacidades, somos capacitados. Na Mecachrome, estamos acostumados a conceber e industrializar um motor em seis meses. A janela de trabalho ainda é grande para nós. Talvez seja mais fácil para nós do que para os outros nesta área. Nós já temos uma boa base que está pronta, com o desenvolvimento exigido”, explicou.
 
A companhia, se for a vencedora do processo seletivo, já tem como meta o fornecimento para duas equipes – quase 20% do grid, portanto. Só assim o negócio será rentável.
A Mecachrome já foi parceira da Williams em 1998 (Foto: Getty Images)
“Nosso levantamento indica que precisamos de pelo menos duas equipes para que seja lucrativo para nós, e também para poder alcançar as metas estabelecidas pela FIA. Duas equipes, quatro carros, esse é o nosso levantamento”, analisou.
 
O ambicioso projeto de fornecer unidades para F1, GP2 e GP3 não deve ser um problema. Segundo Raillat, isso não seria muito diferente do que é feito por montadoras na F1.
 
“Estamos lidando com vários projetos em paralelo. Se você olhar para o ano passado, a Renault estava fornecendo para quatro equipes. Estamos neste nível. Já controlávamos a GP2 e agora vamos fornecer para a GP3. Estamos acostumados com isso e temos os recursos humanos e técnicos”, finalizou.
 

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