Bortoleto reclama de problema “meio maluco” com Sauber em Abu Dhabi: “Irritante”
Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Gabriel Bortoleto explicou quais foram os problemas que afetaram o carro desde o início do GP de Abu Dhabi deste domingo (7)
Depois de brilhar na classificação e receber muitos elogios de Jonathan Wheatley, chefe da Sauber, Gabriel Bortoleto teve um GP de Abu Dhabi muito mais turbulento neste domingo (7) e acabou terminando fora da zona de pontuação. O brasileiro, no entanto, revelou que sofreu com alguns problemas no carro desde a primeira volta, ainda que não tenha entendido quais foram as causas.
Ao largar do sétimo lugar no circuito de Yas Marina, o novato só regrediu no decorrer dos 58 giros e ainda foi ultrapassado por Lance Stroll e Nico Hülkenberg nos momentos finais, tendo de se contentar com o 11º lugar. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO logo após a 24ª e última etapa da temporada 2025 da Fórmula 1, o dono do #5 explicou que o C45 apresentava o temível bouncing — fenômeno aerodinâmico em que o carro começa a pular ou vibrar violentamente, batendo o assoalho no asfalto.
“Estava acontecendo desde a primeira volta, mas realmente não entendia o motivo, e ainda é algo para analisar e compreender, porque ontem o dia inteiro não tivemos nenhum problema com isso nas simulações de corrida. Mas hoje, desde a volta de alinhamento no grid, já estava quicando como louco e, sinceramente, não entendo o que aconteceu”, começou.
“E claro, isso foi muito irritante, porque nas curvas 2 e 3 eu estava muito lento. Mesmo sendo uma curva que deveria ser de pé cravado, estava de lado, porque estava batendo no meio da curva e depois quicando, e então chegava nas zonas de frenagem ainda quicando. Aí, quando você freia, trava a traseira, trava a dianteira — é uma situação meio maluca, realmente não entendo o porquê”, apontou Bortoleto.

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O brasileiro, porém, afirmou que essa não foi a primeira vez que esse problema apareceu ao longo da temporada e admitiu que a Sauber talvez nunca tenha conseguido entendê-lo de verdade. “Na primeira vez em que isso aconteceu, achamos que tínhamos entendido o motivo”, lembrou.
“Em corridas anteriores, entendemos que estávamos correndo o risco de usar um acerto mais rígido e, com isso, lidar com o bouncing. Mas fui muito cuidadoso neste fim de semana para ter um carro bem sólido na corrida, e isso simplesmente foi por água abaixo”, encerrou.
A Fórmula 1 volta no dia 9 de dezembro com os testes coletivos da pré-temporada, em Abu Dhabi.
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