Russell pede “trabalho em conjunto” entre FIA e pilotos para “alcançar o melhor para todos”
George Russell decidiu deixar os problemas com Mohammed Ben Sulayem no passado e afirmou que a Associação de Pilotos de Grand Prix (GPDA) "não quer conflitos com a FIA"
Diretor da Associação de Pilotos de Grand Prix (GPDA), George Russell voltou a defender uma colaboração mais próxima entre os competidores e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O titular da Mercedes deixou para trás as divergências com Mohammed Ben Sulayem e enfatizou que o objetivo é “alcançar o melhor para todos” a partir de agora na Fórmula 1.
O conflito entre as partes começou ainda em 2024, quando Max Verstappen foi sentenciado a realizar serviço comunitário após utilizar a palavra “fodido” para se referir ao desempenho do RB20 — carro da Red Bull naquela ocasião — no GP do Azerbaijão. Algumas semanas depois, foi a vez de Charles Leclerc receber uma multa por também usar palavras supostamente inapropriadas durante a coletiva de imprensa do GP da Cidade do México.
Depois de ser duramente criticado por tal medida, Ben Sulayem decidiu reduzir pela metade multa por palavrões e até prometeu julgamentos mais justos. Em contrapartida, introduziu punições esportivas mais severas para casos de abuso e críticas direcionadas a oficiais de prova — algo que também foi visto com desconfiança por pilotos e equipes. Mas Russell deixou claro que quer refazer a relação a partir do zero.
“Sei que cada esporte tem suas próprias configurações e, no fim das contas — pelo menos do meu ponto de vista pessoal, não do da GPDA —, simplesmente queremos trabalhar em conjunto com as pessoas ao nosso redor para alcançar o melhor para todos”, disse o #63 em entrevista ao site da revista inglesa Autosport.

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“Não queremos entrar em conflito com a FIA. Não queremos entrar em conflito com a F1. Queremos trabalhar em colaboração, para obter o melhor para eles como esporte, o melhor para eles como órgão regulador e, por fim, o melhor para nós como pilotos. Queremos subir juntos e cair juntos. Como se consegue isso? Bem, aí já é outra questão”, admitiu.
Por fim, Russell elogiou as chegadas de Rui Marques e de Tim Malyon para as funções de diretor de prova e diretor-esportivo da federação, respectivamente. O britânico fez questão de destacar o método de trabalho da dupla e a boa relação que ambos nutrem com os pilotos.
“Tem sido muito revigorante ter Rui Marques como diretor de prova. Sinto que ele e Tim Malyon têm sido excepcionalmente receptivos. Ouvem e respondem, e acho que, coletivamente, todos estamos muito mais satisfeitos agora com a nossa situação atual”, concluiu.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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