Fisichella se torna supervisor em novo projeto que tenta levar Fórmula 1 à África

Zanzibar, um pequeno arquipélago localizado próximo à Tanzânia, no leste da África, busca se tornar candidato a sediar um GP de Fórmula 1 no futuro

Há alguns dias, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, afirmou que a África é um local que precisa “receber mais atenção” por parte da Fórmula 1. Nos últimos anos, muitos esforços foram feitos para colocar Kyalami de volta ao calendário da categoria. No entanto, parece que o arquipélago de Zanzibar, localizado na costa leste do continente, é o novo candidato a receber uma etapa no futuro em um projeto que possui o apoio do ex-piloto Giancarlo Fisichella.

De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, o primeiro passo para a construção de um circuito no conjunto de ilhas foi dado em setembro de 2022, quando um órgão governamental, a Zipa (Autoridade de Promoção de Investimentos em Zanzibar, em tradução do inglês), aprovou o projeto da África Oriental. Em novembro do ano passado, a área de 2,5 km² onde pretende-se construir a pista foi oficialmente cedida aos investidores.

O idealizador do projeto é o italiano Cristian Bortolato, que convidou o ex-companheiro de Fernando Alonso na Renault, Fisichella, para se juntar a ele e assumir a função de supervisor técnico no desenvolvimento do circuito. O empresário afirmou que “o início das obras está previsto para acontecer em 2025, com a abertura da primeira parte do circuito acontecendo apenas em 2027”. Sendo estes os prazos anunciados, é difícil imaginar que Zanzibar consiga obter as certificações necessárias antes do final da década.

Renderização do circuito de Zanzibar (Foto: Reprodução)

O projeto final ainda não foi oficializado, mas a ideia é criar uma pista modular com 8 km de extensão, a partir do qual seria possível criar dois ou até três traçados e, assim, receber eventos de diversas categorias. Detentor dos direitos comerciais da classe rainha do automobilismo, o Liberty Media já está de acordo com a iniciativa, segundo a publicação italiana.

A última vez que a F1 correu na África foi em 1993, prova vencida por Alain Prost, com Ayrton Senna em segundo. Ao todo, foram 23 GPs realizados em solo africano até o momento, mas a volta da corrida tem o apoio de nomes proeminentes, como o do heptacampeão Lewis Hamilton e do tricampeão Max Verstappen.

Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

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