Grosjean diz que futuro na Lotus ficou ameaçado por problemas em 2012 mesmo após assinar contrato

O piloto afirmou que recebeu uma ligação do dono da equipe dizendo que se ele voltasse a se envolver em diversos acidentes, então não precisava nem aparecer para a quinta corrida do último campeonato

Líder da Lotus para a temporada 2014 da F1, Romain Grosjean já teve o futuro indefinido na escuderia. Se agora o piloto pode comemorar a boa fase, tendo subido seis vezes ao pódio no último campeonato, nem sempre as coisas foram assim. O francês revelou que após o desempenho conturbado em 2012 – quando foi chamado de ‘maluco da primeira volta’ por Mark Webber – o time inglês o avisou que, se continuasse assim, então era melhor procurar outra vaga.

“Eu me lembro de Gerard ligando no início do ano e dizendo que o contrato estava assinado”, disse o piloto à revista francesa ‘Auto Hebdo’. “Mas ele também falou que, se nas primeiras quatro corridas eu tivesse quatro acidentes em primeiras voltas, então estaria tudo acabado. Eu respondi que isso era normal. Nesse caso, eu não apareceria para a quinta etapa”, declarou.

Romain Grosjean diz que teve a carreira em risco em 2013 (Foto: Getty Images)

Apesar da desconfiança, Grosjean conseguiu terminar o ano em alta. O piloto disputou a vitória nos GPs da Alemanha, Hungria e Japão, fechando seis vezes no top-3. Só que, enquanto o francês progredia, a situação interna da Lotus se deteriorava. Com a escuderia acumulando dívidas, a solução foi fechar um contrato com o grupo árabe de investimento Quantum, embora o dinheiro nunca tenha aparecido.

O piloto francês explicou que esses problemas não afetam o desempenho dentro da pista, mas acabam atrapalhando os planos da equipe. “Na verdade, para os pilotos, engenheiros e mecânicos, esses são problemas externos. A temporada terminou em condições difíceis. Foi particularmente um momento complicado para Eric Boullier. Mas é nesses momentos que você vê a força da equipe”, explicou.

Sem a Quantum, a Lotus acertou com Pastor Maldonado para 2014. Grosjean disse que já conhecia o venezuelano da época da GP2 e o elogiou. “Nós nos encontramos algumas vezes na GP2, mas eu acho que ele é muito rápido em uma única volta. Quando tudo dá certo para ele e para o carro, e ele está no comando da situação, ele pode ser muito rápido. Já vimos isso no GP da Espanha do ano passado”, disse.

O piloto, por fim, falou sobre o antigo companheiro, Kimi Räikkönen. Como já era de se esperar, o gaulês disse que não tinha amizade enquanto corriam juntos e afirmou ter ficado surpreso quando recebeu um cumprimento do finlandês.

“Kimi fez um ótimo trabalho depois de voltar à F1. Ele se tornou o líder da equipe, mesmo que na Lotus não haja primeiro e segundo piloto. Kimi, claro, é uma pessoa especial, mas não tínhamos um relacionamento. Eu até fiquei surpreso quando fomos para Spa e ele me disse ‘parabéns pelo nascimento do seu filho’. Isso foi a única coisa que ele me disse em dois anos”, encerrou.

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