Chefe da Haas acusa F1 de ser “apelativa” com mensagens de rádio sobre Mazepin

Guenther Steiner, chefe de equipe da Haas, minimizou críticas feitas a Nikita Mazepin, que novamente protagonizou polêmicas no GP de Portugal. O russo atrapalhou Sergio Pérez, então líder da prova

Lewis Hamilton conquistou a vitória 97 na F1: assista aos melhores momentos do GP de Portugal de F1 (Foto: GRANDE PREMIO com Reuters)

Na esteira do GP de Portugal, realizado no último domingo (2) em Portimão, a Haas saiu em defesa de Nikita Mazepin, chamado de “idiota” por Sergio Pérez, da Red Bull. O chefe Guenther Steiner veio a público para minimizar o ocorrido e se dizer satisfeito com o desempenho geral no fim de semana.

“O que é dito sob circunstâncias de corrida, quando alguém está no seu caminho… você normalmente não diz ‘esse cara não foi legal’, você o chama de algo a mais. Quem não faz isso?”, disse Steiner.

“Sabemos que o Nikita é um pouco bad boy, ele tem feito esse estilo há um tempo. E os comentários nas transmissões da Fórmula 1 são sempre nessa linha porque vocês gostam de ouvir isso. Se os comentários forem gentis e suaves, ninguém dará importância a eles. É um pouco apelativo do lado deles, mas estamos no ambiente de corridas e show business, o que faz parte”, seguiu.

“Eu não creio que afete ele. Eu não gostaria que falassem isso de mim, mas se isso te afeta, você deve procurar outro trabalho. Vai e arruma algo diferente se você é mais sensível”, destacou.

“Se você não conhece a pessoa, não julgue o que ela disser. Eu preciso conhecer a pessoa antes de fazer um julgamento ou uma crítica, e estou ainda neste processo, mas acho que o Nikita é muito direto no modo de falar e todos podemos viver com isso. Uma vez que você está em uma equipe você se acostuma com as pessoas, como elas se comunicam. Às vezes o que soa duro para vocês é algo comum para nós”, refletiu.

A respeito do incidente na corrida, quando ignorou a bandeira azul dada, Mazepin assumiu a culpa e aproveitou para expor o descontentamento com o resultado de pista, onde ele terminou na última colocação, a mais de um minuto de distância do penúltimo colocado, Nicholas Latifi, da Williams.

“Totalmente erro meu nisso. Mudamos para o plano C no meio da corrida e, para ser honesto, esperava sair sozinho na pista. Eu não recebi um aviso da equipe, mas isso não é desculpa neste caso. Foi minha culpa. Já me desculpei com o Checo [Pérez]”, disse Mazepin.

Mazepin segue com dificuldades na Haas (Foto: Haas)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

Steiner seguiu e minimizou o desempenho ruim do piloto russo, celebrando o ritmo de corrida da Haas, que segundo ele, foi igual ou melhor que o da Williams, principal adversária da equipe norte-americana no Mundial.

“Se você olhar o final de semana, no terceiro treino livre, eles estavam próximos, assim como nas vinte primeiras voltas com os compostos C2. Creio que ele [Mazepin] estava quatro segundos atrás, então nós o chamamos para evitar tráfego na saída dos boxes. Por isso vocês viram uma grande diferença entre eles e depois ainda fizemos um pit-stop adicional”, destacou,

“Mick tem um pouco de vantagem, mas eu não diria que ele é tão rápido ou que o Nikita é tão ruim. Eles fizeram três corridas, eu não tiraria conclusões precipitadas. Precisamos esperar um pouco mais. Talvez  o Nikita demore um pouco mais para se acertar”.

Contente com o 17º lugar conquistado em Portugal, Mick Schumacher seguiu a linha de raciocínio do chefe e celebrou a disputa com a equipe britânica. “Fiquei surpreso ao ver George [Russell] tão próximo de nós, tendo largado na 11ª posição. Estamos nos esforçando para ficar mais próximos a cada dia. A equipe trabalha duro para nos dar o carro que precisamos e sentimos que estamos próximos de aperfeiçoar nosso carro”, disse Schumacher.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube