Haas planeja ser ‘Ferrari B’ com desenho e construção do carro 2022 em Maranello

A Haas precisa de ajuda para ser competitiva; a Ferrari precisa realocar funcionários para cumprir com o teto orçamentário. De acordo com o ‘Race Fans’, a solução é a equipe italiana desenvolvendo os carros da americana no futuro

A aliança técnica entre Haas e Ferrari não dá sinais de arrefecer. Com a equipe americana enfrentando dificuldades financeiras e a italiana precisando rever sua estrutura interna para cumprir com o teto orçamentário, uma solução surge para agradar as duas partes: de acordo com o site Race Fans, o desenvolvimento do carro de 2022 da Haas vai acontecer em Maranello, com a Ferrari se responsabilizando pelo desenvolvimento.

O principal motivo para a Ferrari topar uma relação mais próxima com a Haas é o teto orçamentário. A escuderia italiana é, ao lado da Mercedes, uma das escuderias que mais sofre para cumprir com o limite de US$ 145 milhões (R$ 734,6 milhões). É necessário se livrar de custos – mas repassando, e não necessariamente cortando. Em outras palavras: a Ferrari manteria sua vasta equipe de funcionários, mas com parte deles agora prestando serviços para a Haas. Dessa forma, a esquadra evita corte de funcionários e perda de talento interno.

O primeiro passo nessa reformulação foi, ainda de acordo com o Race Fans, a ida de Simone Resta da Ferrari para a Haas, confirmada na semana passada. Trata-se mais de um ato simbólico do que necessariamente uma despedida do engenheiro de Maranello.

A Haas vai repassar o desenvolvimento do carro para a Ferrari (Foto: Haas)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

Com Resta já pronto para oferecer seus serviços à Haas, os olhos já começam a se voltar para 2022. A equipe americana vai ter o carro de 2021 ainda desenvolvido pela Dallara, como de costume desde a estreia em 2016. Só que no ano seguinte, que tem mudanças profundas no regulamento técnico, o bólido americano passa a ser um fruto de Maranello.

A relação entre equipes, assim, passa a ser tão forte quanto as de Mercedes com Racing Point e Red Bull com AlphaTauri. As escuderias menores não tem bólidos produzidos nas fábricas das maiores, mas competem com carros e conceitos análogos.

Para a Haas, essa mudança vem na hora certa. A escuderia vive grandes dificuldades, tanto financeiras quanto de performance. Os americanos chegaram perto de nem competir em 2021 e precisaram recorrer ao bilionário Nikita Mazepin para seguir no grid, mesmo que destinada a terminar o Mundial de Construtores em penúltimo pelo segundo ano seguido.

Outro sinal da parceria entre Haas e Ferrari está na dupla de pilotos. É que, além de Mazepin, a equipe contratou Mick Schumacher. Os americanos tinham certa independência na escolha de seus representantes, passando anos com Romain Grosjean e Kevin Magnussen por vontade própria. Aceitar um júnior da Ferrari é mais um sinal de boa vontade, que será importante para reagir na F1, mesmo que como ‘equipe B’.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube