Haas reclama e aponta falta de conhecimento da FIA: “Não estamos nos anos 80”
Guenther Steiner, chefe da Haas, reforçou as críticas à bandeira preta e laranja que comissários da FIA dispensaram a Kevin Magnussen em Singapura
Quase uma semana passou, mas a Haas ainda não superou a ordem para mandar Kevin Magnussen aos boxes nas primeiras voltas do GP de Singapura. Foi a terceira bandeira preta e laranja da temporada para o piloto dinamarquês. O chefe da equipe dos Estados Unidos, Guenther Steiner, foi duro nas palavras para tratar do caso. Para ele, a FIA precisa de gente com mais compreensão do carro atual da Fórmula 1.
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A situação aconteceu logo após a largada em Singapura. Magnussen tocou a asa dianteira em Max Verstappen durante uma disputa por espaço com o líder o campeonato, o que causou uma quebra na aleta lateral da asa. A FIA logo ordenou que Kevin fosse aos boxes, algo que a Haas julga totalmente desnecessário. Além disso, Steiner garante que essa conversa já foi conduzida com a FIA antes, quando algo parecido aconteceu, na Hungria.
“É frustrante, porque era perfeitamente seguro continuar. Se fosse a primeira vez, talvez você não soubesse, mas na Hungria foi a mesma coisa. A quebra foi muito parecida, e nós mostramos para a FIA. Ficamos com a cabeça no lugar e explicamos o que estava acontecendo, o que não pode acontecer e o que pode”, afirmou.
“Mesmo assim, eles não aprenderam nada com isso e nos deram uma bandeira preta e laranja. É a terceira vez, já está ficando velho”, reclamou.

“Eles são o departamento técnico, que depois precisa dizer ao diretor o que é seguro e o que não é, quando sabem para o que estão olhando. Obviamente, não sabem”, atacou.
O chefe da Haas foi além e disse que a FIA precisa de gente com mais noção de como os carros funcionam.
“Em algum momento, precisamos contar com pessoas que entendam como estas máquinas são construídas. Não estamos mais nos anos 1980. Mostramos na Hungria como a parte fica segura e não cai. Pode até mover para um lado e para o outro e nos obrigar a chamar o piloto para os boxes por perda de desempenho, mas, do jeito que estava, não cai”, garantiu.
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“Foi o que mostramos lá e, em Singapura, também não cairia. Há tipos de materiais que podem fazer muito mais do que as pessoas acham e é por isso que estão no carro. Não estão lá pelo acaso”, reiterou.
Apesar das reclamações, Steiner admite que os pilotos também acabaram causando os problemas que vieram na sequência.
“Enquanto equipe, fizemos um bom trabalho e mostramos que sabemos como trabalhar. O carro é decente e, ainda que não fosse nossa melhor pista, as coisas estavam indo bem. Tudo caminho na direção certa tirando que saímos sem pontos. No fim das contas, é o que conta. Podemos culpar a nós mesmos por isso, com o toque entre Kevin e Max na primeira volta e, depois, a colisão de Mick [Schumacher] com George [Russell]. Temos de aprender com quem devemos brigar e com quem não”, finalizou.
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