Chefe da Haas define perda de patrocinador e Mazepin como “pedra no caminho”

Gunther Steiner não mostrou preocupação, afirmando que já passou por situações difíceis, e ressaltou a resposta rápida do time para desligar patrocinador e piloto russo

COMO CONFLITO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA AFETA A FÓRMULA 1 E OUTROS ESPORTES A MOTOR

O conflito entre Rússia e Ucrânia trouxe sérias consequências para a Haas. Mas a equipe norte-americana não titubeou e rapidamente encerrou o contrato com a Uralkali, empresa de fertilizantes russa que era a principal patrocinadora. Sem o apoio financeiro da companhia do pai, Nikita Mazepin também perdeu a vaga no time de Gene Hass, que ainda não anunciou um substituto

Gunther Steiner, chefão da equipe da Carolina do Norte, mostrou tranquilidade para lidar com a situação. A Haas já passou por outras situações complicadas com patrocinadores, com destaque para a relação conturbada com a empresa de energéticos Rich Energy, e, para o italiano, este será apenas mais um obstáculo a ser superado.

“Não estou tão preocupado. Eu já passei por algumas coisas difíceis”, lembrou o dirigente logo após o anúncio da saída da Uralkali, em Barcelona. “Foi um trabalho duro, mas tive um grupo de pessoas me ajudando. Você não consegue fazer isso sozinho, mas o time na pista não é afetado por isso. Eu falei com eles e disse que não há nada para se preocupar. Está tudo certo. Essa é uma pedra no caminho, que não esperávamos e ninguém espera ter”, explicou.

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Guenther Steiner não está preocupado com a saída da Uralkali (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)

Steiner revelou que tudo foi devidamente conversado com o dono, daí a decisão rápida em desfazer o acordo de patrocínio. “Fui direto falar com o Gene [Haas] sobre isso. Depois entramos em contato com nossos parceiros e tomamos nossa decisão. Como vocês viram, nós reagimos bem rápido. Então vocês podem imaginar que foi uma conversa bem direta”, afirmou o engenheiro italiano.

De fato, a Haas não perdeu tempo. Logo após o início do conflito, a equipe removeu as cores da bandeira russa e a logomarca da Uralkali do carro, indo para a pista de Barcelona para o último dia de testes de pré-temporada com um modelo inteiro branco.

“Nós agimos rápido. Somos uma equipe pequena, o que às vezes é bom porque temos linhas diretas de comunicação, e nós as utilizamos. Acho que, como equipe, tomamos a decisão certa neste momento de mandar uma mensagem para todos”, ressaltou Steiner.

Resta ainda saber como a saída da patrocinadora vai afetar financeiramente a equipe norte-americana. Ainda sem ter um segundo piloto para correr ao lado de Mick Schumacher, a Haas volta para as pistas entre os dias 10 e 12 de março, para a segunda rodada de testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein.

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