Hamilton lamenta caminho “muito pior” até F1 para jovens sem dinheiro
Lewis Hamilton tem mostrado cada vez mais engajamento em importantes e relevantes assuntos. Agora, o hexa se disse preocupado com os jovens menos endinheirados que querem chegar à F1, apontando um caminho muito mais difícil do que os que já nascem em famílias ricas
Lewis Hamilton tem se mostrado engajado em diversos e importantes assuntos. Desta vez, o inglês comentou como a trilha até a Fórmula 1 tem se tornado cada vez mais difícil para jovens sem dinheiro, privilegiando aqueles que já nasceram em famílias ricas.
O hexacampeão tem exposto um lado bastante humano nos últimos tempos. Além de declarar um estilo de vida mais sustentável, começou a falar abertamente de seu lado pessoal, relatando até mesmo problemas psicológicos.
Agora, o titular da Mercedes também mostrou preocupação com aqueles que, um dia, esperam chegar à principal categoria do automobilismo mundial. “Ficou muito pior [atingir a F1]”, falou em entrevista no programa ‘Graham Norton Show’.
“Meu pai gastou algo como £20 mil [cerca de R$108 mil] e hipotecou a casa diversas vezes nos primeiros anos. Mas hoje ficou tão caro, então há poucas ou nenhuma família de trabalhadores no caminho. São apenas famílias ricas e com boa condição”, seguiu.

Lewis Hamilton (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Quero me envolver e trabalhar com a FIA e Fórmula 1. Eles podem fazer mais para dar retorno, eu diria, e também não precisa ser tão caro assim. Quero que se abra. Se olhar para o futebol e o tênis, há pessoas mais simples”, continuou
“Tive um amigo que quase chegou à F1, mas foi deixado de lado por um jovem rico e sua oportunidade se foi. Então, de alguma maneira, quero voltar ao básico”, completou.
O #44 ainda aproveitou sua participação no programa para exaltar a importância de seu pai, Anthony, em sua jornada. “Tive um kart velho e rústico, era de quinta mão e comprado de um jornaleiro. Era velho e acabado, quando chegamos a nossa primeira corrida em Rye House todos pararam e olharam”, contou.
“Mas meu pai sempre disse que era para mostrar na pista. Então foi o que fiz, acho que venci minhas primeiras corridas e amei muito que meu pai me disse que ‘se der duro na escola farei o possível’ para que continuasse correndo”, emendou.
“Ele tinha quatro empregos, qualquer coisa que o pagasse para que pudesse abastecer o carro, comprar novos pneus, e havia vezes que chegava da escola e dizia que estava pronto para ir, mas ele me explicava que ‘nós não temos dinheiro para esse final de semana, então espero que na próxima corrida tenhamos dinheiro suficiente’”.
“Meu pai é o verdadeiro herói, eu sou apenas quem está sob os holofotes. Mas se meu pai não tivesse feito todo o trabalho que fez e eu não tivesse assinado com Ron Dennis quando tinha 13 anos, então não estaria aqui na frente hoje, estaria fazendo algo diferente”, encerrou.
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