Hamilton põe Silverstone como início da arrancada rumo ao penta: “A torcida me deu muita força”

Lewis Hamilton recordou a grande reação diante dos fãs ingleses como o grande impulso que o motivou para superar Sebastian Vettel e chegar ao Olimpo do automobilismo mundial pela quinta vez na carreira: “Aquilo me deu muita motivação”

O erro crucial cometido por Sebastian Vettel no GP da Alemanha, onde caminhava para uma grande vitória diante dos fãs, permitiu a Lewis Hamilton não apenas triunfar na casa do rival em Hockenheim, mas, principalmente, o ajudou a virar o jogo e assumir a liderança do campeonato para não mais ser superado. Entretanto, na visão do novo pentacampeão mundial, o ponto de partida para a arrancada rumo ao pentacampeonato veio na corrida anterior, em Silverstone, quando o piloto da Mercedes empreendeu grande reação, chegou a andar em último, mas terminou em segundo e foi ovacionado pelos fãs nas arquibancadas.
 
Naquela prova em 8 de julho, a festa estava toda preparada para Hamilton, que havia conquistado a pole no dia anterior. Só que o britânico foi superado por Vettel na largada e, nas curvas seguintes, foi tocado pela outra Ferrari, de Kimi Räikkönen, e caiu para último. O que se viu desde então foi o espírito combativo e a força mental que caracterizam a trajetória de Hamilton em tempos recentes. 
 
O dono do carro #44 da Mercedes passou um a um e, nas voltas finais, conseguiu passar o algoz finlandês na esteira de uma batalha empolgante envolvendo os dois carros prateados e as duas Ferrari para terminar em segundo, só atrás de Vettel.
Lewis Hamilton no pódio da corrida que marcou o início da arrancada rumo ao penta (Foto: AFP)

Mesmo vendo o rival vencer na sua casa naquele dia que era para ser de festa, Hamilton procurou enxergar o momento de forma positiva. Motivado pela torcida britânica, Lewis deixou Silverstone com oito pontos de desvantagem para Vettel. Daí em diante, o resto já é história. Na Alemanha, o erro de Vettel e a vitória de Hamilton colocaram o piloto da Mercedes com 17 pontos de uma vantagem que foi ampliada a cada corrida até a confirmação do pentacampeonato no último domingo (28), no México.

 
Em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO pouco depois de festejar a histórica conquista no Autódromo Hermanos Rodríguez, Hamilton considerou o impulso dado pela torcida britânica como o momento que representou o início da arrancada que terminou com a conquista do pentacampeonato mundial.
 
Hamilton destacou o começo consistente de uma temporada equilibrada, com vitórias no Azerbaijão, Espanha e França, até Vettel virar o jogo na esteira do abandono do britânico no GP da Áustria, para depois retomar a liderança de vez a partir do revés do rival em Hockenheim.
 
“Acho que, naturalmente, no início do ano, começamos bem a primeira corrida e, depois, tivemos uma queda e algumas provas que foram verdadeiros testes para nós. Aí tivemos aquele abandono na Áustria, quando poderíamos ter feito uma dobradinha, acho. Aí veio aquela batida em Silverstone, mas consegui voltar para a corrida”, recordou.
 
“Quando retornei — antes de tudo, é preciso dizer que correr ali, em casa, diante daquela multidão, que se levantava a cada volta, é incrível, especial, e isso nunca se apagou nesses anos todos. Mas provavelmente foi a primeira vez que pude ver, em todo esse tempo, a torcida aplaudindo e gritando. Me deu muita força”, destacou o pentacampeão, que lembrou a reação depois do incidente com Räikkönen como ponto de partida para a virada.
 
“Então, fui de último para segundo, o que foi ok para mim, mas aquilo me deu também muita motivação. Depois disso, tivemos aquelas corridas incríveis. Budapeste, claro, antes das férias. Foi ótimo vencer aquela corrida, especialmente por não tínhamos o carro mais veloz. Sabíamos que aquilo foi um grande golpe na confiança da outra equipe. Hockenheim, Monza… Acho que aí fomos ficando cada vez mais fortes, continuando a dar um passo adiante”, complementou.
 
Hamilton também foi questionado se considera a Mercedes o melhor carro do grid. O próprio piloto discorda e vê certo equilíbrio entre a equipe prateada e a Ferrari, mas entende que seu time soube trabalhar melhor para entregar um carro capaz de lutar (e conquistar) o título mundial em 2018.
 
“Acredito que estivemos muito próximos em termos de desempenho ao longo do ano com eles, mas ainda penso que é questionável se temos ou não o carro perfeito, mas acho que, como equipe, operamos melhor do que qualquer outra”, finalizou.

E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br.

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