Marko critica relações na Red Bull após morte de fundador: “Não há mais amizade”

Consultor da Red Bull, Helmut Marko disse que relações mudaram na equipe após a morte de seu fundador, Dietrich Mateschitz, e deixou no ar possibilidade de largar a Fórmula 1

Homem forte das categorias de base da Red Bull na Fórmula 1, o consultor-esportivo Helmut Marko deixou transparecer algumas rusgas com a nova estrutura operacional da equipe austríaca em entrevista concedida na última semana. Desde a morte do fundador Dietrich Mateschitz, os taurinos passaram a operar com Oliver Mintzlaff, ex-CEO do Red Bull Leipzig, como chefe de projetos corporativos e investimentos — o que inclui a supervisão da equipe de F1 da empresa.

Amigo de longa data de Mateschitz, falecido em outubro de 2022 aos 78 anos, Marko evitou responder diretamente sobre a relação de trabalho com Mintzlaff desde então. Segundo o austríaco, o contato entre os dois foi bastante restrito até o momento.

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“Nós nos encontramos duas vezes. Ele conheceu algumas coisas”, disse Marko ao portal Speedweek. “Ainda veremos como ele responderá às nossas ideias. A equipe Red Bull sempre foi muito independente”, afirmou o consultor dos taurinos.

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Marko era muito próximo a Mateschitz, fundador da empresa de energéticos (Foto: Peter Fox/Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Se aprofundando um pouco mais no assunto, Marko disse que o “toque pessoal” das relações na empresa mudaram desde que o fundador faleceu. Segundo o consultor, a relação de amizade entre ele e Mateschitz envolvia ligações regulares após as sessões de pista, algo que não faz mais parte do cotidiano da Red Bull.

“Não é mais o caso de eu ligar por telefone após cada sessão de treinos livres, após cada corrida”, admitiu Marko. “O relacionamento direto, pessoal e de amizade não existe mais. ‘Didi’ [Mateschitz] era um visionário, tinha emoções. Eu não vejo mais isso”, disparou.

Por fim, a situação levou Marko a, aparentemente, cogitar sua saída da Fórmula 1. Segundo o austríaco, que completa 80 anos em abril de 2023, é necessário esperar para ver como será a estrutura no futuro — mas sua felicidade no cargo será vital para decidir se continua ou deixa o esporte.

“Eu sou uma pessoa livre, e posso parar a qualquer momento se não estiver mais feliz”, destacou. “[Vamos] esperar e ver como o futuro vai acontecer”, finalizou.

A próxima parada da Fórmula 1 acontece no próximo fim de semana, com a disputa do GP da Arábia Saudita, programado para ser realizado entre os dias 17 19 de março. Segunda etapa da temporada, a corrida acontece novamente em Jedá.

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