Honda negocia com consultor da Red Bull por Tsunoda na F1: “Marko gosta muito dele”

Pupilo da Honda e da Red Bull, Yuki Tsunoda tem seu nome ligado à AlphaTauri nos últimos meses como possível substituto de Daniil Kvyat na próxima temporada. O japonês ocupa a terceira colocação no campeonato da Fórmula 2

Yuki Tsunoda parece estar cada vez mais perto da Fórmula 1. O japonês de 20 anos, que faz uma boa temporada de estreia na Fórmula 2, é pupilo da Honda e membro do Red Bull Junior Team. A fábrica de Sakura, parceira da equipe dos energéticos, vem negociando diretamente com Helmut Marko, consultor da Red Bull, um lugar para Yuki no grid do Mundial no ano que vem. Nos últimos meses, o nome do piloto vem sendo ligado diretamente a um lugar na AlphaTauri para substituir o russo Daniil Kvyat a partir de 2021. Franz Tost, chefe da equipe de Faenza, confirmou que Tsunoda vai guiar para a equipe no teste de novatos em Abu Dhabi, em dezembro.

Em entrevista ao site japonês Auto Sport Web, Masashi Yamamoto, diretor da Honda para a Fórmula 1, revelou o apreço de Marko, conhecido por ter um alto nível de exigência, pelo jovem piloto.

Tsunoda sendo abraçado por Marko durante etapa da Fórmula 3 no ano passado (Foto: Reprodução)

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“Pessoalmente, Marko gosta muito de Tsunoda”, contou. “Não há muitos pilotos que possam ascender depois de somente um primeiro ano [na F2]. Já é outubro e estou conversando com Marko sobre várias possibilidades. No entanto, não chegamos a nenhuma conclusão”, despistou Yamamoto.

“Conversei com Marko depois da corrida da Rússia, e ele disse que foi uma pena a bandeira vermelha na segunda corrida. Como resultado, Tsunoda é o terceiro no campeonato”, acrescentou o dirigente.

Na classe de acesso, Tsunoda, que defende a equipe Carlin, alterna períodos sem marcar pontos com finais de semana fortes, como aconteceu na Rússia, onde largou na pole-position e terminou em segundo na corrida 1 do último sábado.

Em um campeonato muito parelho, Tsunoda voltou à terceira colocação depois da rodada dupla de Sóchi e soma 147 pontos, dois a mais que Christian Lundgaard, da ART Grand Prix, e 140 de Robert Shwartzman — que inclusive já chegou a liderar o campeonato —, da Prema, e Nikita Mazepin, da Hitech.

Para conseguir a superlicença, documento que o habilita a disputar o Mundial de Fórmula 1 no ano que vem, Tsunoda precisa terminar a temporada 2020 da Fórmula 2 pelo menos na quinta colocação. Yuki, no momento, tem 28 pontos nesta contagem e precisa chegar aos 40 para poder correr na F1.

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