Räikkönen tem “última dança” merecida com melhor resultado do ano na Rússia

Em temporada difícil de despedida, Kimi Räikkönen tem um honesto último grande momento na Fórmula 1 com o oitavo lugar na Rússia

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Kimi Räikkönen está em sua turnê de despedida da Fórmula 1. Talvez não seja da forma com que o finlandês sonhando, guiando uma pouco combativa Alfa Romeo que corre contra o tempo para não finalizar o ano na nona colocação no Mundial de Construtores. De qualquer forma, o oitavo lugar do campeão mundial de 2007 no GP da Rússia pode ser uma última boa memória aos fãs do que ele é capaz de fazer.

E a exibição na Rússia não foi boa para Kimi só por conta da chuva circunstancial. O finlandês se valeu de uma boa posição de grid e se manteve competitivo na maior parte do tempo, se colocando à frente de pilotos com equipamentos bem melhores, como o caso de Sebastian Vettel e Valtteri Bottas, variando entre 11º e 12º na pista seca.

Na hora decisiva da corrida, Räikkönen teve a maturidade que Lando Norris, Charles Leclerc e Pierre Gasly não tiveram. Soube fazer a chamada para os intermediários na hora certa, e se aproveitou das más escolhas dos oponentes para levar a Alfa Romeo ao oitavo lugar. Não é só o melhor resultado do time no ano: é o melhor desempenho desde o maluco GP do Brasil de 2019, quando Kimi e Antonio Giovinazzi ficaram no top-5.

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Kimi Räikkönen terminou o GP da Rússia na oitava posição (Foto: Alfa Romeo)

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Nas duas temporadas completas que fez ao lado de Giovinazzi, Räikkönen não ficou atrás na tabela, mesmo que em vários momentos o desempenho foi bastante parecido. O finlandês ainda tem uma áurea de piloto grande guardada, que de vez em quando aparece para brilhar em momentos cruciais e capturar o que o time precisa. A Rússia foi um exemplo, foi melhor do que qualquer resultado de Antonio na temporada.

O ano da Alfa Romeo é tenebroso e a briga pelo oitavo lugar contra a Williams parece perdida. Afinal, George Russell engatou fase mágica e levou a esquadra de Grove aos 23 pontos. É praticamente impossível pensar que a Alfa Romeo vá conseguir algo parecido até o fim da temporada. De qualquer forma, caso a tendência se confirme e o time não alcance nada melhor até o fim do ano, a exibição em Sóchi pode ficar marcada como o último grande momento de Räikkönen na Fórmula 1.

No fim, terminar mais um ano à frente de Giovinazzi parece um adeus justo para Kimi, que talvez por nem sempre ligar para que os outros acham, nem sempre se preocupou em dar um show, mas é uma boa última grande memória.

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