F1

Latifi descarta relação entre investimento do pai na McLaren e vaga na F1: “São duas coisas separadas”

Nicholas Latifi afirmou que não tem vínculo com os investimentos do pai Michael, agora dono de 10% do Grupo McLaren. O canadense defende que o acordo não funciona como patrocínio e “seria feito mesmo se eu parasse de correr amanhã”
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Stoffel Vandoorne durante os treinos livres do GP de Mônaco da F1 2018 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Nicholas Latifi se viu no olho do furacão nos últimos dias – um investimento bilionário do pai, Michael Latifi, na McLaren levantou questionamentos a respeito de uma possível ligação entre o piloto da F2 e a equipe de F1. Mas o próprio Latifi assegura: não existe vínculo entre as manobras do pai empresário e a carreira do filho piloto.
 
Nicholas reconhece que o investimento passa a impressão de um vínculo com a McLaren enquanto piloto, mas destaca que não tem relação com os acordos firmados por Michael. O investidor agora é dono de 10% do Grupo McLaren.
 
“Não que eu me importe com a opinião geral do público, mas, digamos, isso passa essa impressão de mim. As pessoas estão dando opiniões de acordo com o que veem. Se eu não estivesse envolvido com automobilismo, pensaria o mesmo. Mas a realidade é que são duas coisas separadas. Se eu parasse de correr amanhã, esse investimento seria feito do mesmo jeito”, disse Nicholas, entrevistado pelo site ‘Motorsport.com’.
Nicholas Latifi na McLaren? Parece que não (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

“Muita gente não percebe que isso não é um patrocínio, é um investimento de uma empresa. Não é ‘eu vou depositar esse dinheiro e comprar uma vaga para meu filho’. É um investimento e ele espera ganhar algo em troca, assim como acontece em qualquer investimento pessoal, além do automobilismo. Isso não afeta meu trabalho. Não existe ligação entre o meu trabalho enquanto piloto e esses investimentos”, seguiu.
 
Latifi, apesar de originário de família abastada, destaca que não quer crescer no automobilismo através do dinheiro.
 
“Quero construir minha carreira de acordo com o que faço na pista. Não acho que isso [investimento do pai na McLaren] vai chamar mais atenção do que eu já chamei. Meu nome circula no paddock e já pude pilotar carros de F1”, completou. Latifi é piloto reserva da Force India, já tendo ocupado o mesmo cargo na Renault em 2017.
 
As afirmações de Latifi vão de acordo com o que a própria McLaren já havia afirmado. A equipe britânica defendeu que o nome de Nicholas não foi envolvido na negociação com Michael.