Hamilton admite que toque de Verstappen não provocou alteração em asa traseira

Aos comissários da FIA em Interlagos, Lewis Hamilton concordou que o movimento de Max Verstappen após a classificação do GP de São Paulo foi insuficiente para causar danos na asa traseira de seu W12

Max Verstappen confere asa traseira da Mercedes após classificação em Interlagos (Vídeo: Frederico Monteiro/Twitter)

Depois de muito suspense, os comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) finalmente decidiram punir Lewis Hamilton por conta de irregularidades na asa traseira móvel da Mercedes do britânico. O veredito, porém, saiu apenas neste sábado (13), poucas horas antes do início da corrida sprint em Interlagos.

A indefinição varou a noite e se arrastou por toda a manhã de sábado, até que houve enfim o veredito: Hamilton foi desclassificado e vai largar em último nesta tarde, às 16h (de Brasília, GMT-3), na corrida sprint da F1 em Interlagos. Verstappen, que também foi chamado à torre dos comissários para prestar esclarecimentos, escapou com apenas uma multa, de R$ 312 mil.

O holandês precisou conversar com os fiscais da FIA por ter tocado na asa traseira do W12 da Mercedes após a classificação, o que é probido no regime de parque fechado, quando apenas alguns profissionais da FIA podem manusear os carros.

Lewis Hamilton larga no fim do grid na corrida sprint (Foto: Mercedes)

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A entidade explicou e detalhou a rigidez nos testes. Quatro deles foram feitos, com duas calibragens diferentes, para comprovar a irregularidade. A FIA explicou que houve uma falha de mecanismo da asa móvel e informou que o ato de Verstappen ao tocar e mexer na peça não a modificou e tampouco a danificou. Em comunidade, ainda delcarou que Hamilton confirmou que o ato do rival pouco afetou o equipamento. Para a análise das imagens, foi utilizado o vídeo gravado por Frederico Monteiro, seguidor do GRANDE PRÊMIO.

“No final da primeira audiência, na sexta-feira, um vídeo amador apareceu e mostrava o piloto Max Verstappen tocando o carro #44 no Parque Fechado. Os comissários passaram tempo recolhendo todas as informações disponíveis deste incidente e, finalmente, revisaram as gravações de imagens dos carros #14, #77, #33 e #44, assim como das câmeras de segurança do pit-lane da FIA e a gravação amadora. Os comissários fizeram uma audiência separada com relação a este incidente”, afirma o comunicado.

“Mas, em resumo, o competidor do carro #44 também concordou que era improvável que as ações de Verstappen tenham causado a falha, ainda que sentissem que se tratava de uma questão em aberto. Os comissários, porém, ficaram totalmente satisfeitos após revisaram extensivamente a totalidade das evidências sobre o incidente, que não tem efeito neste caso”, segue a nota.

Vídeo flagra Verstappen checando asa traseira do carro de Hamilton depois da classificação (Foto: Reprodução)

“Os comissários são simpáticos ao argumento e analisaram se isso poderia ser uma circunstância de mitigação – circunstâncias deste nível servem de concessões para danos de impacto. Mas os comissários não conseguiram estender este argumento às partes em questão e que foram encontradas foras das conformidades na checagem após uma atividade que não pode ser considerada diferente de normal neste tipo de evento. No fim das contas, as regras são claras e, no momento da checagem, o carro não estava de acordo”, apontou.

No documento que confirmou a investigação, Jo Bauer informou que o carro de Hamilton estava acima do limite máximo de abertura da asa, cenário que reduz o arrasto aerodinâmico e, consequentemente, aumenta a velocidade final em reta quando o DRS é acionado. Tanto FIA, quanto Mercedes, concordaram que o ato não foi intencional, mas uma falha no equipamento.

“O competidor alega que o fato do carro passar no teste no setor central da asa é um fator que mitiga e mostra que não houve intenção de quebrar as regras. Ao passo que os comissários aceitam que o último ponto é verdadeiro, também acreditam que as seções que falharam não são relevantes ao fato de que a asa não passou no teste”, declarou.

“O competidor notou que isso não é uma brecha sistêmica, mas única. Foi, na verdade, alguma coisa que deu errado. O competidor notou, ainda, que eles gostariam de ter a chance de inspecionar as partes com a intenção de apresentar alguma defesa para os comissários sobre como o problema começou. No entanto, os comissários fundamentalmente aceitam a explicação do competidor de que a causa do fracasso do teste foi alguma coisa que ‘deu errado’ em vez de uma ação deliberada. Os comissários, assim, escolheram manter a parte selada e preservar a evidência da falha em vez de alterar as partes numa inspeção que envolveria mexer nas partes e alterar as evidências”, prosseguiu.

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FÓRMULA 1 EM SP: HAMILTON DESCLASSIFICADO, VERSTAPPEN MULTADO | Briefing
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