Hamilton garante que procedimento de largada da F1 2026 “não é perigoso”
Lewis Hamilton classificou o novo procedimento de largada como "apenas diferente" e negou que a FIA precise realizar qualquer mudança para a temporada 2026
Lewis Hamilton foi na contramão do que tem sido dito por outros pilotos e admitiu que não acredita que o procedimento de largada imposto pelo novo regulamento da Fórmula 1 seja realmente perigoso. De acordo com o titular da Ferrari, trata-se apenas de um sistema um pouco mais demorado que vai exigir adaptação por parte de todos os participantes do grid.
Depois de Andrea Stella, chefe da McLaren, e Oscar Piastri se colocarem como os principais nomes a alertarem sobre os riscos de segurança aos competidores, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) garantiu que vai analisar a questão durante a segunda semana de testes coletivos no Bahrein e, se necessário, decretar alterações para o GP da Austrália, que abre a temporada no início de março.
Segundo informações da emissora britânica Sky Sports, a principal mudança em análise pela entidade que rege o esporte a motor envolve ampliar o intervalo entre o momento em que o último carro se posiciona no grid e o acendimento — e posterior apagamento — das luzes que autorizam a largada. O objetivo seria dar tempo adicional para que os novos sistemas de motor e gerenciamento eletrônico estejam plenamente preparados para a partida.
O procedimento de largada tem virado alvo de discussão no paddock. Isso porque as mudanças feitas na arquitetura da unidade de potência de 2026, incluindo a remoção do MGU-H, que ajudava a encher o turbo em conjunto com o motor de combustão interna, fazem com que os pilotos levem muito mais tempo para colocar os carros na configuração ideal para começar a prova.

Hamilton, no entanto, negou que tenha qualquer preocupação em relação ao assunto. “Definitivamente não é perigoso. Provavelmente deveríamos tirar essa conotação disso, porque é apenas um procedimento diferente. É só um procedimento mais longo do que foi no passado”, começou.
“Se agora mesmo você acendesse as cinco luzes, todos nós ainda estaríamos ali parados quando as luzes se apagassem por um pouco mais de tempo”, admitiu. “Ainda podemos arrancar sem o turbo funcionando. Provavelmente o anti-stall vai entrar algumas vezes. Talvez o anti-stall seja algo que possa ser um fator para algumas pessoas, mas não acho que seja perigoso”, encerrou.
A Fórmula 1 retorna nesta quinta-feira (19), às 4h (de Brasília, GMT-3), para o quinto dia de testes coletivos da pré-temporada, no Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL e traz a análise completa após a sessão no BRIEFING.
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