Hamilton prevê “problema de downforce” no GP da Arábia Saudita e culpa porpoising

Lewis Hamilton afirmou que os quiques causados quando o carro está em alta velocidade podem deixar a Mercedes em desvantagem sobre Ferrari e Red Bull, em Jedá

FÓRMULA 1 2022: FERRARI RÁPIDA, MERCEDES LENTA E RED BULL DE VIDRO NA F1 | TTGP #45

Depois da conquista do inesperado terceiro lugar no GP do Bahrein, Lewis Hamilton evitou a euforia com o resultado ao afirmar que os carros da Mercedes devem continuar em desvantagem em comparação com a Ferrari e a Red Bull no GP da Arábia Saudita, segunda etapa da temporada 2022 da Fórmula 1. O heptacampeão afirmou que a expectativa é que o W13 continue perdendo carga aerodinâmica nas longas retas de Jedá, devido às quicadas causadas pelo ‘efeito porpoising’.

Desde o encerramento da segunda sessão de testes de pré-temporada no Bahrein, Hamilton adotou um discurso de que as flechas de prata não estão entre as favoritas às vitórias neste início de temporada. E, apesar da desconfiança dos rivais, o desempenho no GP do Bahrein justificou a expectativa do inglês, que subiu ao pódio por causa dos abandonos dos Red Bull de Max Verstappen e Sergio Pérez nas voltas finais da prova. O piloto da Mercedes ficou satisfeito com o resultado.

Lewis Hamilton conseguiu um pódio inesperado para a Mercedes no Bahrein (Foto: Mercedes)

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Para a corrida que será disputada no circuito de rua em Jedá, Hamilton avaliou que a Mercedes vai continuar com problemas de downforce nos trechos mais velozes da pista, pois o problema causado pelo efeito porpoising – que faz a frente do carro subir e descer, principalmente nas retas – não será solucionado a tempo para o GP da Arábia Saudita.

“Por causa do porpoising, não temos o downforce de que precisamos. Prevemos que na próxima corrida, com retas muito mais longas, teremos o mesmo problema, a menos que possamos encontrar as soluções certas”, afirmou em entrevista coletiva ao término da corrida no circuito do Bahrein.

“É por isso que não podemos nos aproximar dos outros pilotos. Eles estão com o carro em uma posição muito melhor e estão extraindo – talvez não todo o downforce -, mas mais do que nós. Portanto, eles são capazes de conseguir melhor tempo de volta”, acrescentou.

W13 sofreu com a perda da carga aerodinâmica nas retas do circuito de Sakhir (Foto: Mercedes)

O experiente piloto de 37 anos também confessou que lidar com esses saltos geram uma situação desconfortável para as costas e o pescoço durante a pilotagem. Logo, foi necessário pilotar de uma forma menos rígida para evitar maior incômodo físico. “Nas últimas duas semanas, quando estávamos pilotando, não foram confortáveis para as costas e o pescoço. Mas agora guiando de uma maneira muito suave, [está] muito melhor”, salientou.

O sete vezes campeão mundial afirmou que está diante de uma situação inédita na carreira. “É um grande problema. Nunca experimentei isso com um carro de Fórmula 1. Os carros não são feitos para quicar assim, o que faz você ganhar downforce e perder downforce, toda vez que sobe e desce”.

Por fim, Hamilton ressaltou que a Mercedes já está em busca de uma solução para resolver os problemas com os quiques, mas que tudo será feito dentro de uma programação estabelecida pelo corpo técnico. “Nós não costumamos pular a etapas, tudo é completamente analisado antes de tomarmos decisões”, completou.

O inglês estará a bordo do seu Mercedes #44 nesta sexta-feira (25), quando inicia as sessões de treinos livres para o GP da Arábia Saudita. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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