McLaren alerta para dificuldade de ultrapassar na F1 2026: “Energia extra não faz diferença”
Chefe da McLaren, Andrea Stella explicou que as ultrapassagens ficarão mais difíceis na F1 2026, já que a diferença de energia com os carros próximos não terá tanto efeito quanto o DRS
Andrea Stella, chefe da McLaren, explicou o quanto as ultrapassagens serão afetadas pela variação de energia durante as corridas da temporada 2026 da Fórmula 1. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, o italiano disse que ultrapassar está muito complicado, já que a diferença de energia acumulada não é preponderante, ao contrário do que acontecia com o DRS.
Após o fim dos testes coletivos no circuito de Sakhir, na última sexta-feira (13), o comandante do time papaia detalhou que a preocupação com as novas regras envolve três cenários específicos: o início da corrida, quando todos os carros precisam ter a unidade de potência plenamente operacional para evitar diferenças bruscas de aceleração; as ultrapassagens, que podem ser afetadas por variações repentinas de potência elétrica; e o chamado lift and coast — técnica de tirar o pé do acelerador antes do ponto de frenagem —, já que os pilotos precisam recarregar a bateria em determinados trechos da pista.
Com a divisão 50/50 entre combustão e energia elétrica, os pilotos passam a gerenciar de forma mais ativa a entrega de potência, o que pode provocar desacelerações inesperadas e alterar a dinâmica tradicional das disputas. Além disso, a ausência do DRS, que foi substituído pela aerodinâmica ativa, faz com que os carros agora andem mais próximos por mais tempo, já que não existe uma vantagem significativa de um competidor sobre o outro nas retas. No entanto, Stella acredita que os novos sistemas não são muito eficazes.
“Diferentemente do passado, quando tínhamos o DRS, que criava uma vantagem significativa em termos de arrasto aerodinâmico para o carro que vinha atrás, este ano, quando você segue alguém, tem praticamente o mesmo arrasto e a mesma potência, então se torna bastante difícil ultrapassar”, afirmou o chefe da McLaren.

“Nossos pilotos correram próximos a outros pilotos nesses três dias de testes no Bahrein e acharam extremamente difícil ultrapassar. O fato de você ter uma quantidade adicional de energia quando está seguindo o adversário e estar a menos de 1s de distância é difícil de explorar, porque essa energia extra pode significar apenas um pouco mais de velocidade no final da reta, se é que vai fazer alguma diferença”, detalhou.
“Então, novamente, devemos analisar o que pode ser feito para garantir que haja uma chance razoável de ultrapassagem, caso contrário perdemos um dos elementos fundamentais da natureza das corridas, que é dar aos pilotos a possibilidade de ultrapassar”, finalizou o dirigente da McLaren.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
▶️ Por que Red Bull foi eleita “referência” por rivais na 1ª semana de testes da F1 no Bahrein
▶️ FIA prepara nova reunião com F1 em meio à pressão por mudança no regulamento de 2026
▶️ Por que Piastri enxerga largadas na F1 2026 como “receita para desastre”
▶️ Bortoleto diz que Fórmula 1 ficou mais lenta em 2026, mas garante: “Ainda é divertido”
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!