McLaren atribui êxito de Sainz a ambiente familiar: “Ele superou nossas expectativas”

Zak Brown, CEO da McLaren, lembrou um episódio ocorrido logo na estreia de Carlos Sainz para exemplificar como a equipe soube cuidar bem do espanhol ao longo da sua trajetória de dois anos. O futuro piloto da Ferrari foi uma das figuras importantes no processo de reconstrução da escuderia de Woking

Ao longo dos dois últimos anos, Zak Brown, Andreas Seidl e James Key, respectivamente CEO, chefe de equipe e diretor-técnico, foram os pilares determinantes para a McLaren sair de um cenário de terra arrasada para ser a terceira melhor equipe da Fórmula 1 no Mundial de Construtores em 2020. Mas boa parte desta evolução passa também por Carlos Sainz. Não apenas pelos dois pódios conquistados neste período — terceiro no GP do Brasil de 2019 e segundo lugar no GP da Itália deste ano —, mas pela performance como um todo. A ponto de o chefão da McLaren não ter dúvidas: Sainz foi muito melhor que o esperado.

Sainz foi contratado pela McLaren para substituir Fernando Alonso, que havia acabado de deixar a Fórmula 1 no fim de 2018. Carlos, mesmo com a experiência conquistada desde 2015, chegava muito jovem à escuderia britânica, com apenas 24 anos, tendo de liderar a mais jovem dupla de pilotos do grid, formada também pelo novato Lando Norris.

Mas o início da jornada de Sainz com a McLaren foi marcado por um momento muito difícil. Logo na primeira classificação do ano, no GP da Austrália do ano passado, o madrilenho foi eliminado no Q1. Minutos depois do duro revés, Carlos recebeu uma visita inesperada. Zak Brown recordou que, ao dar o apoio moral ao seu piloto, fez com que o espanhol se sentisse abraçado.

Ao ser abraçado pela McLaren, Sainz conseguiu dar seu melhor, analisa Zak Brown (Foto: McLaren)

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“Fui até ele depois da classificação e disse: ‘Sabia que você estava numa excelente volta, simplesmente você ficou fora’, acho que por conta de um problema no pneu de [Robert] Kubica ou algo assim. Imediatamente entrei [nos boxes] e disse: ‘Cara, você é incrível, todos nós sabemos o que aconteceu lá fora’. E ele me disse naquele momento: ‘Eu gosto muito disso. Ninguém normalmente entra e fala isso’”, disse o executivo em entrevista à revista britânica Autosport.

O episódio também é lembrado com muito carinho por Sainz. “Fui muito rápido durante todo o fim de semana, estava muito confortável com o carro e, de repente, peguei tráfego no fim do Q1 e fui eliminado, o que me deixou enormemente frustrado. Mas assim que a classificação terminou, sabia que estava guiando bem, só precisaria de alguns comentários positivos dos meus chefes e de todos para me animar e sentir que o dia seguinte realmente seria outro dia”.

“Foi um bom exemplo de como funciona um bom espírito de equipe, como saber operar uma equipe”, destacou o futuro piloto da Ferrari.

Na visão de Brown, o ambiente como um todo dentro da McLaren contribuiu de forma determinante para que Sainz fosse bem-sucedido na sua passagem por Woking.

“Isso mostra que, quando você dá ao piloto um ambiente realmente bom, não somente em um carro de corrida, mas um bom ambiente, você consegue tirar o máximo deles. Acho que isso é algo em que Andreas e eu somos muito bons. E ele é realmente excelente. Foi muito rápido em classificações. Um piloto muito forte. E ele é exigente quando precisa”, elogiou.

“Ele fez um ótimo trabalho nesses dois últimos anos. Diria que ele superou nossas expectativas”, disse o norte-americano. “Ele foi um cara extremamente determinado. Acho que os atletas precisam entender a parte mental deles e o que os faz funcionar”.

“Na McLaren, criamos um ambiente familiar e, por isso, nos adaptamos uns aos outros. Ajudamos a aumentar a confiança que Carlos tinha lá”, concluiu.

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