McLaren destaca “momento especial” e pede “pés no chão” na briga pelo título da F1 2024
Andrea Stella destacou a surpreendente reviravolta da McLaren nos últimos meses e garantiu que a atitude da equipe "não muda" para o restante da temporada, mesmo após assumir a liderança do Mundial de Construtores
Após a surpreendente reviravolta da McLaren na Fórmula 1 ao longo dos últimos 18 meses, quando deixou de ser uma das piores equipes do grid para se tornar a favorita na disputa pelo título do Mundial de Construtores em 2024, Andrea Stella afirmou que o time papaia precisa “manter os pés no chão” e continuar evoluindo o MCL38. Caso contrário, corre o risco de ver as rivais crescendo na competição.
Nas primeiras etapas do atual certame, Max Verstappen e a Red Bull davam todos os indícios de que dominariam do início ao fim do ano, repetindo o que havia sido feito em 2023. Porém, a partir do GP de Miami, a escuderia de Woking acertou em cheio no caminho de desenvolvimento adotado para o bólido e pouco a pouco assumiu o posto de maior força do grid. Desde então, Lando Norris e Oscar Piastri colecionaram vitórias, com o #4, inclusive, ensaiando uma briga pelo prêmio individual contra o dono do RB20 #1.
Ainda que a conquista do piloto britânico pareça distante, a situação da McLaren provou ser muito diferente. Depois de muito tentar, os laranjas assumiram a primeira posição do campeonato no GP do Azerbaijão e conseguiram ampliar a vantagem para 41 pontos no GP de Singapura, realizado há 20 dias. De qualquer forma, Stella sabe que ainda não é hora de tirar o pé do acelerador.
“Isso não muda nossa atitude. Somos pessoas com os pés no chão”, disse o chefe da equipe em entrevista ao podcast Box Box Box, da Pirelli. “Manteremos os pés no chão e tentaremos realmente adicionar mais e mais velocidade ao carro porque queremos permanecer nesta posição privilegiada. Mas se não melhorarmos, os outros vão nos ultrapassar”, continuou.

Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA TAMBÉM: Audi, Ferrari e Red Bull vão à caça por engenheiros da Renault após saída da F1
Caso a McLaren consiga manter o ímpeto atual e sobreviva aos ataques de Red Bull e Ferrari nas seis corridas — e três sprints — que ainda restam na temporada, o time inglês vai sair da fila depois de quase 26 anos e adicionar mais uma grande conquista na sala de troféus da fábrica em Woking. O Mundial de Construtores de 1998 foi o último da esquadra, quando Mika Häkkinen — campeão naquele ano — e David Coulthard formavam a dupla de pilotos.
“Definitivamente, é um momento muito especial. Diria que há 12 meses eu nunca teria pensado que estaria falando sobre vencer o campeonato. Mas esse é o resultado do trabalho de uma equipe muito forte”, elogiou. “Todos na McLaren fizeram um trabalho incrivelmente duro, de alta qualidade, o que deu velocidade ao carro para competir por pódios e vitórias. Então, ao longo de uma temporada, isso coloca o time em uma posição de pensar em título, o que é especial. É uma ótima sensação”, finalizou Stella.
A Fórmula 1 agora só volta entre os dias 18 e 20 de outubro para o GP dos Estados Unidos, em Austin.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!