Mercedes aponta vantagem por ter equipes clientes em 2026: “Podemos aprender rápido”
Bradley Lord, diretor de comunicações da Mercedes, acredita que ter três equipes clientes de motores é uma vantagem para 2026, já que terão mais dados e poderão desenvolver a unidade de potência mais rapidamente
A Fórmula 1 terá um novo regulamento em 2026, com grandes mudanças nos motores e na aerodinâmica. O desempenho das equipes ainda é uma incógnita, mas a tendência é de que a Mercedes tenha o motor mais potente do grid. Bradley Lord, diretor de comunicações da equipe, admitiu que ter três equipes clientes é uma vantagem, já que conseguem coletar informações e desenvolver a unidade de potência mais rapidamente.
Além de modificações no âmbito das unidades de potência, com a parte elétrica passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível 100% sustentável, a aerodinâmica dos carros também enfrentará uma verdadeira revolução com o novo regulamento, incluindo o fim do DRS, o retorno da aerodinâmica ativa e a redução significativa do efeito-solo.
Para a temporada 2026, além de produzir os próprios motores, a Mercedes terá Williams, McLaren — a atual campeã de Construtores — e Alpine como equipes clientes. Algo que na visão do diretor de comunicações é uma vantagem.
“Acho que fornecer para várias equipes como fabricante de unidades de potência, a razão pela qual você faz isso é porque isso lhe dá uma vantagem, particularmente em termos de confiabilidade e comprovação da nossa tecnologia”, explicou Lord.

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Embora ter três equipes fornecendo dados essenciais para impulsionar o desenvolvimento do motor Mercedes, Bradley também citou um obstáculo logístico que poderia representar uma possível dificuldade.
“Também há um… custo não é a palavra certa, mas traz consigo o desafio de precisar ter mais peças prontas, mais unidades de potência prontas, mais produtos prontos o quanto antes, para permitir que essas equipes façam testes, participem de corridas e coisas do tipo”, apontou.
“Portanto, não estamos isentos de desafios, mas uma das vantagens é certamente que você obtém mais dados nos testes e aprende mais rápido graças à quilometragem que todas as oito unidades de potência farão no primeiro fim de semana de corrida”, salientou.
“Isso certamente será positivo. Da mesma forma, se você encontrar desafios, terá oito conjuntos de soluções que precisa entregar, não apenas dois, quatro ou seis. Portanto, há o lado bom e o ruim, mas acreditamos que as vantagens desse aprendizado superam as desvantagens”, ressaltou.

Devido ao aumento da energia elétrica na potência dos motores de 2026, nomes como Charles Leclerc, Alexander Albon e Lance Stroll alertaram para o risco de a categoria se tornar excessivamente focada na gestão de energia. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já trabalha para resolver esta questão.
Lord falou sobre as impressões iniciais que Valtteri Bottas — piloto reserva da Mercedes e recém anunciado na Cadillac — teve ao testar um protótipo do carro de 2026 no simulador. “Ele disse que, quando chegarmos ao início da próxima temporada, na verdade, não será igual ao que foi este ano, mas estaremos em uma situação em que será algo que parecerá muito familiar”, pontuou.
“O foco está em como extrair mais desempenho. ‘Como podemos ultrapassar aqui? Como podemos otimizar o tempo da volta em vez de qualquer outra coisa?’ Então, acho que todos nós, como partes interessadas e fãs da Fórmula 1, embarcaremos em uma jornada para entender as corridas e explicar isso aos torcedores também, o que e por que está mudando”, declarou.
“Mas o GP da Austrália de 2026 será a Fórmula 1 como a conhecemos e, quando as luzes se apagarem, será a corrida como a conhecemos, e veremos os pilotos lutando com unhas e dentes para vencer a prova”, encerrou o diretor de comunicações da Mercedes.
A F1 retorna neste fim de semana, de 29 a 31 de agosto, em Zandvoort , palco do GP dos Países Baixos, 15ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Zandvoort para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP dos Países Baixos de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Treino livre 2 | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Treino livre 3 | 06:30 | 08:30 | 10:30 | 11:30 |
| Classificação | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horários de Brasília
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