Mercedes entende FIA, mas critica reinício de não-corrida na Bélgica: “Desnecessário”

Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, disse que compreendeu a decisão da FIA para a não-corrida, mas definiu como "desnecessário" o reinício da prova com o safety-car

Sergio Pérez bate carro da Red Bull na volta de saída aos boxes para a largada do GP da Bélgica (Vídeo: F1)

A não-corrida da Bélgica foi um tanto quanto caótica, mas algumas equipes concordaram com a decisão da FIA (Federação Internacional do Automobilismo) em encerrar a etapa após duas voltas atrás do safety-car e com metade da pontuação para o top-10. Lewis Hamilton e Toto Wolff, no entanto, não foram na mesma linha. Enquanto o britânico declarou que a decisão foi movida por dinheiro, o chefe da Mercedes até entendeu a questão dos pontos, mas criticou a tentativa de reinício da prova.

“Essa pontuação pela metade é irritante, mas é assim que o regulamento é. Em termos de resultado de corrida, é claro que não estamos felizes, mas temos que seguir em frente”, afirmou o dirigente em entrevista à rádio austríaca ORF. “Foi a escolha certa não começar o GP, mas o procedimento com o safety-car não era necessário, deveríamos ter sido poupados. Todos os chefes de equipe vão tentar falar com a direção de prova sobre isso, de qualquer maneira”, acrescentou.

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Lewis Hamilton não concordou com a decisão da FIA (Foto: AFP)

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Assim como o heptacampeão, o austríaco também falou sobre os fãs presentes no circuito de Spa-Francorchamps. Wolff exaltou a presença do público e lamentou, mais uma vez, a não-corrida — embora tenha enfatizado que foi uma decisão necessária por motivos de segurança.

“Eu realmente quero tirar meu chapéu para todos os fãs que estiveram aqui neste fim de semana, no frio e na chuva. E principalmente durante esta tarde, por terem ficado horas esperando o início da corrida”, seguiu.

“É ótimo ver o entusiasmo e a paixão deles, é exatamente o que esse esporte precisa. Somos todos competidores e queremos correr, mas hoje simplesmente não foi possível. Teria sido muito perigoso deixar os pilotos correrem sem visibilidade”, concluiu o mandatário da Mercedes.

Com o resultado, Hamilton conseguiu o pódio, mas atrás de Max Verstappen e George Russell. O holandês venceu e, mesmo com pontuação cortada pela metade, ganhou terreno no Mundial de Pilotos. Lewis viu a vantagem cair de 8 para 3 pontos na briga pelo título.

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