Mercedes vê “pontas soltas” e admite desperdício de pontos em briga com Red Bull

Chefe da equipe, Toto Wolff reconhece que Mercedes deveria ter marcado mais pontos nas últimas corridas, desperdiçando oportunidades que poderiam aumentar a vantagem para a Red Bull

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Apesar de uma classificação complicada, Lewis Hamilton conseguiu vencer o GP da Rússia, o que valeu a 100ª vitória da carreira do piloto. Mas nem tudo são flores para a Mercedes, que, apesar do lugar mais alto do pódio, viu a rival Red Bull rir tão forte quanto. Os austríacos já esperavam um resultado aquém das possibilidades na Rússia, com a troca de motor de Max Verstappen, e o segundo lugar foi inesperado. Chefe da Mercedes, Toto Wolff vê seu time desperdiçando muitos pontos pelo caminho.

Wolff não quis negar o óbvio: que a Mercedes deixou pelo caminho pontos que podia conquistar nas últimas corridas. Na Rússia, por exemplo, com o quinto lugar de Valtteri Bottas após #77 largar em 16º por tomar uma punição desnecessária.

“Existem algumas pontas soltas e não apenas nesse final de semana, mas também no último”, admitiu. “De certa forma, não estamos conseguindo maximizar nossos pontos. Acho que a classificação sempre foi decisiva. Com Valtteri largando atrás, sabíamos que seria difícil. Terminamos em primeiro e quinto, o que foi bom, sem dúvidas, além da 100ª vitória de Lewis. Mas Max se recuperou de um jeito espetacular, o que não é bom para o campeonato”, comentou.

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Lewis Hamilton largou em quarto no GP da Rússia, mas, no fim, conseguiu vencer a prova (Foto: Mercedes)

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Nos últimos dois circuitos, Monza e Sóchi, era esperado um domínio maior da Mercedes, principalmente levando em consideração o histórico, superior à Red Bull. Assim, principalmente com a troca de motor de Max Verstappen, o que era iminente, o time capitaneado por Wolff esperava abrir uma distância maior para os austríacos.

No entanto, a Mercedes somou 51 pontos nas duas corridas, com Hamilton abandonando na Itália – bateu em Verstappen – e vencendo na Rússia, enquanto seu companheiro, Valtteri Bottas, ficou em terceiro e quinto. A Red Bull marcou 32 pontos, menos do que os rivais, mas ainda assim um resultado melhor do que o esperado, com uma distância que ainda pode ser recuperada nas etapas restantes do calendário.

“Precisamos continuar sendo bem agressivos em como abordamos o campeonato. Não podemos ser defensivos, temos de ir em frente pra marcar muitos pontos, porque nem nós nem os outros estão conseguindo maximizar os pontos no momento.”

Além disso, reconheceu que Hamilton poderia ter dificuldades de ultrapassar a McLaren de Lando Norris se não fosse por causa da chuva que caiu no circuito de Sóchi. O alemão lembrou que no início da corrida, o carro #44 do inglês ficou preso atrás de Daniel Ricciardo, mesmo com a possibilidade de abrir a asa móvel. E ainda revelou que os laranjas precisaram administrar o combustível.

“É difícil dizer, porque Lewis ficou preso atrás do Ricciardo no começo da corrida, mesmo com a gente tendo o DRS. Acho que seria difícil de passar. Eles (McLaren) tinham carros rápidos e administraram bem. Acho que tiveram uma pequena preocupação com combustível, e quando ele (Hamilton) pegou o ritmo, foi muito rápido”, finalizou.

A F1 segue entre os dias 8 e 10 de outubro, em Istambul, com o GP da Turquia.

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