Mesmo com cenário incerto, F1 descarta adiar revolução nas regras prevista para 2022

Reportagem do jornal italiano La Gazzetta dello Sport dá conta de que a Fórmula 1 estuda adiar por mais um ano a revolução no regulamento, que seria adotada em 2021 e foi transferida para 2022. Mas a própria categoria se apressou em assegurar que um novo adiamento não está em discussão neste momento

A incerteza diante dos efeitos da pandemia ao redor do mundo também mexe com a Fórmula 1 neste começo de 2021. Em termos práticos, uma medida já foi adotada, já que o calendário original precisou ser ajustado para alocar o GP da Austrália, outrora previsto para abrir a temporada, apenas em 21 de novembro, com o Bahrein sendo designado como novo palco da primeira corrida do ano. Enquanto a vacinação contra a Covid-19 avança em boa parte do planeta, a principal categoria do automobilismo tenta evitar ser tão impactada como foi no ano passado, sobretudo no aspecto econômico. Um ponto de interrogação é: a revolução prevista para 2022 vai ser novamente adiada?

O assunto foi tema de reportagem do jornal italiano La Gazzetta dello Sport nesta quarta-feira (13). O periódico levanta pontos que podem comprometer o planejamento da Fórmula 1 para o ano que vem: a crise econômica, ainda em razão da pandemia, e os efeitos do terceiro lockdown no Reino Unido — país onde estão localizadas sete das dez equipes do grid. Há também o temor do aumento dos gastos com os novos regulamentos para as escuderias de menor poderio financeiro, que mesmo com o teto orçamentário tendem a sofrer para desenvolver o novo carro.

FÓRMULA 1; REVOLUÇÃO. 2022;
A nova Fórmula 1, outrora prevista para 2021, vai ser colocada em prática em 2022 (Foto: F1/Twitter)

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Segundo o jornal, a F1 estuda adiar por mais um ano a mudança global nas regras, que estava prevista para 2021 e foi transferida para 2022 justamente para frear os gastos em razão da pandemia. Mas a própria Fórmula 1, por meio da sua assessoria de imprensa, descarta qualquer mudança e mantém o cronograma original para o ano que vem.

O periódico italiano reporta que fevereiro será um mês importante porque FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Liberty Media e as equipes vão fazer uma avaliação da situação como um todo e vão estudar as perspectivas financeiras para 2021 e, principalmente, para 2022.

Entretanto, uma manutenção do regulamento por mais um ano seria amplamente favorável à Mercedes, que domina a Fórmula 1 desde 2014. A revolução na categoria é vista pelas outras equipes do grid como a grande chance de mudar a ordem de forças e tirar da equipe heptacampeã o posto de protagonista. O La Gazzetta dello Sport dá conta que a Ferrari pode usar o poder de veto para barrar um novo adiamento.

A Fórmula 1 cita justamente o aspecto esportivo para descartar que não há possibilidade de adiar novamente a revolução agora prevista para 2022.

“Qualquer sugestão de que os regulamentos de 2022 sejam adiados está errada e não foi discutida. As novas regras são projetadas para melhorar a competição na pista e para dar aos nossos fãs corridas mais parelhas. Isso, combinado com os novos regulamentos financeiros, vai melhorar a Fórmula 1 e criar um modelo de negócios mais saudável e forte para todo o esporte”, escreveu a F1, por meio de sua assessoria de imprensa, em texto publicado pela revista britânica Autosport.

Quanto à concepção dos novos carros, a ideia é que o regulamento para 2022 tenha quatro pilares: facilitar as ultrapassagens, diminuir as diferenças entre os carros do grid — abolindo assim as castas que vemos hoje no esporte, ou as chamadas F1 A e F1 B —, entregar carros elegantes e bonitos e reduzir os custos. 

O objetivo é tornar a aerodinâmica dos novos carros algo mais simples, com a capacidade de que o fluxo de ar seja mais uniforme, limpo e que não prejudique a aproximação do carro que venha logo atrás. No fim das contas, a grande meta da Fórmula 1 é conseguir tornar o esporte mais parelho e menos previsível em relação aos últimos anos.

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