F1

Mesmo sem chuva em teste, Pirelli confia em performance de pneus de pista molhada: “Passo na direção certa“

Os pneus intermediários e de chuva extrema não tiveram vez na pré-temporada da Fórmula 1. Poderia ser motivo de preocupação, mas não para uma Pirelli que está bem confiante. Mario Isola, chefe da marca na F1, confia nos resultados de atividades anteriores
Grande Prêmio, de Barcelona / VITOR FAZIO, de Barcelona
Os céus de Barcelona reservaram uma pré-temporada de clima 100% seco para a Fórmula 1. Um ano após atividades que contaram até mesmo com neve, os testes de 2019 foram ensolarados e quentes. Dessa forma, a Pirelli não pôde fazer um último teste com os pneus de pista molhada antes do GP da Austrália – mas nada que causa preocupação na fábrica italiana.
 
Mario Isola, chefe de automobilismo da Pirelli, ficou satisfeito com testes anteriores com pneus de chuva – ao longo de 2018, a fornecedora já promoveu atividades privadas com equipes da F1. Dessa forma, o dirigente tem confiança de que pilotos vão aprovar os compostos de pista molhada.
 
“A gente sabe as modificações que foram feitas nos pneus intermediários e de chuva. Testamos os pneus nos nossos testes de desenvolvimento”, disse Isola em entrevista coletiva no encerramento da pré-temporada. “Nós sabemos que as mudanças não são urgentes e é por isso que não pedimos um dia de chuva compulsório, artificial [em Barcelona]. Não demos um passo urgente, mas demos um passo na direção certa. O intermediário é um composto que é parecido com o utilizado ano passado. Agora ele tem uma janela maior de funcionamento, principalmente em temperaturas mais baixas. Era complicado fazer o pneu do ano passado funcionar em condições frias. Já testamos o pneu em condições representativas e o resultado foi bom. No pneu de chuva [extrema], fizemos um trabalho para deixar o pneu mais resistente à aquaplanagem”, continuou.
Os pneus de chuva da F1 não tiveram vez em Barcelona (Foto: Glenn Dunbar/LAT Image)
“Em alguns casos, quando eles [pilotos] falavam de aquaplanagem, a questão era principalmente a dirigibilidade e o comportamento do pneu. Você costuma ter aquaplanagem em retas ou curvas rápidas, e a maior reclamação era de saídas súbitas de traseiras nessas condições. Nós achamos uma evolução nos nossos pneus em termos de resistência a aquaplanagem”, apontou.
 
A confiança de bom desempenho com pneus de chuva também é vista quando o assunto é pista seca. A Pirelli terminou a primeira semana confiante, sensação que segue viva na segunda – apesar de reconhecer que nem todos os cinco pneus disponíveis tiveram resultados perfeitos.
 
“Nós tivemos um resultado final positivo. Eu confirmo as margens que falamos na semana passada, então temos uma média de 0s6 e 0s7 entre compostos. É um pouco difícil falar entre C1 e C2 porque o C1 não está com a performance esperada, e também é verdade que o C5 não foi feito para pistas como Barcelona”, encerrou.

GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio,  Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.