Häkkinen vê voto de confiança, mas duvida que Verstappen encerre carreira na Red Bull

Mika Häkkinen explicou que há sempre o risco de peças-chave saírem da equipe ao longo dos anos e o carro não corresponder mais às expectativas. É nessa hora que, geralmente, um piloto começa a considerar mudar de time

Não há dúvidas do sucesso na parceria entre Max Verstappen e Red Bull, mas há quem acredite que, um dia, ela vai chegar ao fim, como é o caso de Mika Häkkinen. O bicampeão da Fórmula 1 explicou que contratos longos podem ser arriscados e acredita que Verstappen pode também querer outros desafios até o fim da carreira.

Häkkinen falou sobre o assunto em um vídeo da plataforma de apostas Unibet e foi questionado se acredita que o também bicampeão da F1 vai encerrar sua carreira na categoria com os taurinos, uma vez que assinou um contrato até o final de 2028. O ex-piloto finlandês argumentou que, hoje, o corpo técnico da Red Bull é impecável, mas não há como prever se todas as pessoas que trabalham por lá e são responsáveis pelo sucesso da equipe na pista junto com Verstappen permanecerão até o final do contrato do holandês.

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Mika Häkkinen ficou oito anos com a McLaren e conquistou dois títulos (Foto: AFP)

“Eles têm bons técnicos e designers, mas o calendário da F1 é extremamente brutal, todas as corridas consomem incrivelmente, muitos têm famílias, viajar é horrível”, pontuou Häkkinen. “Eles querem passar tempo com a família e os filhos, e essas pessoas — que estão numa importante posição, como o chefe do departamento técnico — podem de repente dizer que já tiveram bastante e não querem continuar mais. Isso pode ser um problema, em minha opinião”, acrescentou.

“É ótimo Max estar comprometido e assinar um contrato longo. Mostra a confiança dele no time. Mas há sempre o risco de peças-chave saírem, a performance do carro não corresponder às expectativas. É quando o piloto começa a refletir se é hora de mudar de equipe”, completou.

Häkkinen defendeu duas escuderias na F1. Depois das duas primeiras temporadas com a Lotus, foi para a McLaren, onde ficou por oito anos, até deixar a categoria ao final de 2001. Já Verstappen estreou na Red Bull em 2016 e ainda terá mais seis anos pela frente, totalizando 12 com a mesma equipe. Depois disso, o ex-piloto de 54 anos acha que Max pode querer um novo desafio.

“Não acho que Max vai ficar com a Red Bull até o fim da carreira. Mas essa é só a minha opinião. Historicamente, pilotos trocam de equipe — depois de conquistarem múltiplos títulos — por diferentes razões, seja por dinheiro ou por querer ir para outro lugar”, concluiu Häkkinen.

A expectativa é que Verstappen e Red Bull alcancem números ainda mais espetaculares até o final do vigente contrato, mas a temporada de 2026 pode ser um ponto de virada, uma vez que entrará em vigor na F1 a próxima geração de motores, com tecnologia sustentável. E da mesma forma como aconteceu com a Mercedes este ano após a volta do efeito-solo, outros que estão na ponta podem sofrer um revés.

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