Ministra do Turismo deseja renovar contrato do GP da Austrália, mas pede redução na taxa paga a F1

Louise Asher afirmou que o governo quer continuar no calendário da categoria, mas o atual acordo, assinado no governo anterior, vem lesando os contribuintes. Segundo a ministra, caso um corte não aconteça, algumas coisas, como o preço dos ingressos, vão subir no próximo ano

Com contrato até 2015, o GP da Austrália está garantido no calendário da F1, mas os organizadores da prova não estão satisfeitos com o atual acordo, principalmente com a taxa anual paga para receber a categoria. Segundo a ministra do Turismo, Louise Asher, o governo deseja renovar o atual acordo, mas não sob as condições atuais. Neste ano, o Estado subsidiou US$ 56 milhões (R$ 113 milhões) para realizar o evento.

"Eu adoraria ampliar o atual vínculo, que vai até 2015, mas o contrato que discutimos tem alto valor para os contribuintes e não me sinto confortável com isso", disse Asher ao jornal australiano ‘The Age’.

Ministra deseja reduzir as atuais taxas pagas a F1 para receber a categoria (Foto: Red Bull/Getty Images)

"O governo trabalhista de [John] Brumby [Premier de Victoria entre 2007 e 2010] assinou em um contrato que é muito caro para o contribuinte, na minha opinião. Esta é uma corrida muito, muito cara e eu, pessoalmente, não estou feliz com isso”, explicou. "Você pode esperar que, sem uma significativa redução de custos, algumas coisas vão subir”, completou a ministra, dando a entender que um aumento no preço dos ingressos não está fora de questão.

Peter Logan, representante do complexo do Albert Park, confirmou que o GP não pode continuar pagando a atual taxa. "Este é um modelo de negócio falido… Todos os outros eventos em Melbourne são administrados por pessoas que sabem o que estão fazendo com o subsídio do governo”, contou.

"O GP é executado pelo governo no modelo mais caro que você pode inventar e é por isso que custa muito dinheiro. E está sob um contrato secreto também”, finalizou.

Atualmente, Ecclestone negocia com os organizadores para que, assim como Cingapura, a prova em Melbourne seja uma corrida noturna. Tudo para atender o público Europeu, acostumado com as provas no início da tarde.

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