Novo presidente da divisão esportiva da Renault, Koskas deixa cargo apenas 18 dias após assumir

A passagem de Thierry Koskas pela presidência da divisão esportiva da Renault foi relâmpago. Sem explicar motivos, a marca francesa anunciou o desligamento de Koskas e o retorno de Jérôme Stoll, que cumpria a função até o fim de dezembro

A Renault começa 2019 com uma reviravolta na alta cúpula. Thierry Koskas, que em novembro foi anunciado como novo presidente da divisão esportiva da marca francesa, deixou o cargo antes mesmo de de fato iniciar os trabalhos.
 
Koskas assumiu o posto antes pertencente a Jérôme Stoll em 1º de janeiro. Por motivos não revelados pela marca francesa, bastaram 18 dias para que a manobra fosse revertida. Stoll, que havia deixado o cargo administrativo para se aposentar, voltou a ser chamado para comandar a Renault ao longo de 2019.
A Renault voltou a trocar de presidente da divisão esportiva (Foto: Renault)

A confusão administrativa da Renault coincide com uma crise ainda maior. O posto de presidente da divisão esportiva é imediatamente subordinado ao de diretor-executivo – ou seja, Koskas teria um vínculo importante com Carlos Ghosn, preso no Japão acusado de fraudes financeiras. Mesmo no cárcere, Ghosn manteve o cargo na marca francesa.
 
Stoll, mesmo chamado às pressas, é uma opção segura. O dirigente tem vínculo com a Renault desde a década de 1980 e cumpriu a condição de presidente da divisão esportiva desde 2016, ano que marcou o retorno da marca ao grid da Fórmula 1.
 
Com a mesma estrutura interna de 2018, a Renault começa a encarar a temporada 2019 da F1 em 17 de março. Trata-se da data do GP da Austrália, no Albert Park.

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