Opinião GP: Iminência de recordes históricos e definição de vagas dão peso a GP do Brasil

Mesmo com título definido, F1 desembarca no Brasil cercada de rumores e incertezas. Tetracampeão, Sebastian Vettel pode quebrar dois novos recordes em Interlagos e disputa por vagas para 2014 segue intensa

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Sebastian Vettel não perde na temporada 2013 da F1 desde o GP da Bélgica, disputado no final de agosto. O domínio do germânico não significa, entretanto, que as coisas estejam pouco movimentadas no Mundial.
 
Se é verdade que o resultado nas pistas tem sido previsível, o mesmo não se pode dizer da movimentação nos bastidores. Em uma das ‘silly seasons’ mais atrativas dos últimos anos, muitas equipes desembarcam em Interlagos com sua dupla de pilotos para 2014 indefinida.
Vettel parte para Interlagos em busca de um novo recorde (Foto: Getty Images)
O caso da Lotus é um dos de maior destaque da temporada. Cheia de dividas, a equipe de Enstone vê no dinheiro da Quantum sua salvação, mas a parceria com os investidores ainda não foi concretizada. O acordo de cavalheiros não deixou o papel e os executivos do time começam a perder a paciência.
 
No último fim de semana, Gerard López, dono da escuderia, disse publicamente que o acordo ainda não foi completamente concluído e cobrou uma definição da Quantum. Mansoor Ijaz, chefe do grupo de investimentos, por sua vez, garante que o negócio será fechado em breve. 
 
Inicialmente, Nico Hülkenberg aparecia como favorito para assumir a vaga, mas o rompimento de Pastor Maldonado e, consequentemente, da PDVSA com a Williams, colocaram o venezuelano em boas condições para negociar. 
 
Mesmo enfrentando a resistência de Éric Boullier, chefe do time, Maldonado aparece em situação muitíssimo favorável, já que conta com um considerável aporte financeiro. 
 
Quem também vê as dívidas ditarem o ritmo dos trabalhos é a Sauber. Atravessando um momento financeiramente difícil, a escuderia suíça buscou um acordo com um pool de empresas russas, que a obrigava a promover a estreia de Sergey Sirotkin no Mundial.
 
Como os recursos provenientes deste acordo não passaram nem perto da conta da Sauber, a escuderia segue com sua situação indefinida, o que já abriu espaço para negociações com outros pilotos, inclusive Felipe Nasr. 
 
Em um cenário muito mais tranquilo que suas companheiras de F1, a Force India segue com suas vagas em aberto. Atualmente com Paul di Resta e Adrian Sutil em seu quadro de pilotos, o time de Vijay Mallya mantém o silêncio e, apesar de aparecer em uma notícia de negociação aqui e ali, não dá muitos indícios de para que lado a balança vai pender. 
 
Deixando as negociações de lado, o fim de semana em Interlagos também terá seu tom emotivo. Depois de 12 anos, Mark Webber vai encerrar sua história na F1 em São Paulo para mudar de ares e defender as cores da Porsche no Mundial de Endurance.
 
Massa se despede da Ferrari no próximo fim de semana em São Paulo (Foto: Getty Images)
Além do australiano, Felipe Massa também viverá seu momento de despedida. Após oito temporadas vestindo o vermelho Ferrari, o piloto brasileiro se prepara para uma nova aventura com a Williams.
 
Voltando às atividades em pista, Vettel vem ao Brasil de olho em colocar seu nome em mais um recorde na história da F1. Em Austin, o germânico chegou ao seu oitavo triunfo seguido – e o 12º na temporada. Se cruzar a meta de Interlagos no primeiro posto, iguala uma marca que está nas mãos de Michael Schumacher desde 2004: 13 triunfos em um único ano.
 
“É notório que a Red Bull e Vettel trabalham para pulverizar os recordes antes que o regulamento novo de 2014 promova alguma mudança drástica na ordem da F1”, apontou Victor Martins, diretor-executivo do GRANDE PRÊMIO. “Assim, o alemão chega ao Brasil novamente na condição de extraterrestre, fazendo uma corrida na frente e deixando aos demais as migalhas. Quem sofre com isso é Webber, que tende a deixar a categoria com um imenso gosto amargo”, completou. 
 
A sequência de vitórias de Vettel – que garante não estar ficando entediado com os bons resultados conquistados –, entretanto, transmite ao espectador a falsa ideia de que é fácil vencer na F1 atual. 
 
"É interessante ver como Vettel se recusa o tempo todo a falar em domínio, apesar dos quatro títulos seguidos e, agora, das já oito vitórias”, ressaltou Renan do Couto, repórter do GRANDE PRÊMIO e da REVISTA WARM UP. “Ele sempre fala do trabalho e do empenho da Red Bull, pois acredita que, se falar em domínio, vai parecer que é fácil. A escolha de palavras, contudo, não muda muito a realidade. Vettel e a Red Bull fazem parecer fácil vencer tanto na F1, o que não é”, concluiu. 
 
Enquanto Vettel escreve um novo capítulo na história do Mundial, Interlagos conta as horas para baixar as cortinas e marcar o fim da era dos motores V8. A partir de 2014, será a vez dos V6 turbo roncarem mundo a fora. 
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