Szafnauer diz que chegada de Whitmarsh à Aston Martin motivou saída: “Dois Papas”

Agora chefe da Alpine, Otmar Szafnauer afirmou que decisão de deixar Aston Martin após anos de trabalho foi motivada por chegada de Martin Whitmarsh e negou problemas com Lawrence Stroll

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Otmar Szafnauer se juntou à Alpine para a disputa da temporada deste ano da Fórmula 1 após um longo tempo de trabalho na Aston Martin, onde esteve presente nas épocas de Racing Point e até mesmo Force India — sempre como chefe de equipe. No entanto, o romeno afirmou que ficou claro para ele no ano passado que seu tempo como dirigente da equipe havia terminado e revelou que as conversas por um acordo com seu novo time começaram apenas em 2022.

“As conversas começaram de verdade este ano, no ano novo, e apenas depois que ficou claro para mim que a melhor coisa a fazer era deixar a Aston Martin”, revelou Szafnauer ao portal oficial da Fórmula 1. “Foi quando comecei a procurar outras coisas, e tudo combinou com a Alpine”, disse.

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Szafnauer negou qualquer tipo de problema com Lawrence Stroll e disse estar se adaptando à Alpine (Foto: F1)

Questionado ainda em março — início da temporada oficial — sobre os motivos que o levaram a deixar a Aston Martin rumo à Alpine, Szafnauer preferiu traçar um paralelo e fazer mistério. “A Igreja Católica tem apenas um Papa — e quando você tem dois, algo está errado. Então acho que era o momento de sair e deixar a Aston Martin para seu Papa”, disparou.

Na conversa com o site da F1, o romeno enfim revelou o mistério. E apesar do tom brando e conciliador, Szafnauer acabou deixando uma crítica no ar sobre a contratação de Martin Whitmarsh pela Aston Martin, o que teria iniciado seu processo de saída da equipe britânica.

Além disso, o agora chefe da Alpine fez questão de esclarecer que não havia se referido ao dono da equipe, o empresário Lawrence Stroll — pai de Lance Stroll, companheiro de Sebastian Vettel na escuderia —, como grande parte do público havia entendido.

Ex-McLaren, Martin Whitmarsh retornou à F1 como CEO na Aston Martin (Foto: Reprodução)

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“As pessoas me perguntam quem seria o Papa. E não era Lawrence [Stroll, dono da Aston Martin], porque todo mundo tem um chefe”, revelou. “Mas uma vez que trouxeram Martin Whitmarsh, era o outro Papa que estava me referindo. Para nós dois, sentar no mesmo espaço e tentar fazer a mesma coisa simplesmente não funciona”, alegou.

“Mas não era sobre Lawrence”, repetiu. “Lawrence ainda é o dono e o chefe por lá. Eu tenho um chefe aqui, Laurent [Rossi] e está tudo entendido e claro, e é assim que as coisas devem ser”, completou.

A Fórmula 1 retorna já no próximo final de semana, com equipes e pilotos partindo para o Circuito de Barcelona, na Catalunha, local de disputa do tradicional GP da Espanha. As atividades da categoria estão marcadas para os dias 20, 21 e 22 de maio.

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