F1

Pérez lembra recusa a pré-contrato na Ferrari e reitera erro em ter ido para McLaren: “Arranhou minha reputação”

Sergio Pérez era o nome do momento na temporada 2012. Com uma modesta Sauber, quase ganhou o GP da Malásia e faturou três pódios. O mexicano teve a chance de assinar um pré-contrato com a Ferrari, da qual já era vinculado por meio da Academia de Pilotos, mas optou por aceitar uma proposta da McLaren para ocupar o lugar de Lewis Hamilton. ‘Checo’ se recorda com tristeza do ano de 2013 pelo time de Woking: “Foi triste”

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Há pouco mais de sete anos, Sergio Pérez surpreendia o mundo da Fórmula 1. No início da sua segunda temporada correndo pela categoria, o então piloto da Sauber, à época com apenas 22 anos, brilhava em Sepang com uma atuação soberba que quase resultou em vitória, tendo-a perdido para Fernando Alonso, da Ferrari, nas voltas finais. Ainda assim, o jovem de Guadalajara conseguia seu melhor resultado na F1 ao terminar em segundo. Era o começo de um ano que seria mágico para ‘Checo’, que ainda faturou outros dois pódios naquele campeonato: terceiro lugar no Canadá e segundo colocado no GP da Itália.
 
O sucesso fez com que Pérez fosse cortejado pelas grandes equipes do grid. Membro da Academia de Pilotos da Ferrari, o mexicano teve a chance de continuar em Maranello quando Stefano Domenicali lhe ofereceu um pré-contrato para ser titular em 2014. Mas Sergio foi tentado pela oferta da McLaren, que buscava um substituto para Lewis Hamilton, de partida para a Mercedes. Com base no que havia visto em termos de performance dos carros de Woking em 2012, ‘Checo’ assinou com a equipe britânica, fechando assim a porta da Ferrari.
Sergio Pérez defendeu a McLaren em 2013, mas foi dispensado no fim daquele ano (Foto: McLaren)
Em entrevista ao podcast oficial da F1, ‘Beyond the Grid’, Pérez contou que não havia como recusar uma proposta como a da McLaren. Mas nada deu certo em 2013. Com um carro longe de ser tão bom quanto o do ano anterior, tanto Sergio como Jenson Button, seu companheiro de equipe naquele ano, ficaram longe do pódio. O melhor resultado de ‘Checo’ com a McLaren foi o quinto lugar no GP da Índia. Mas era tarde demais. A equipe acabou por dispensá-lo no fim do campeonato.
 
“Havia chegado a oportunidade com a McLaren. Eles estavam há cinco anos vencendo corridas e lutando por títulos, de modo que como eu poderia dizer não? Era algo óbvio”, lembrou o piloto, hoje com 29 anos e titular da Racing Point, equipe que nasceu da compra da Force India, que o mexicano defendeu desde que 2014. Na sequência da sua carreira, o mexicano faturou mais cinco pódios na Fórmula 1.
 
Pérez lamenta não por ter fechado as portas da Ferrari, mas sim pela duração do contrato que foi estabelecido com a McLaren. “Tive de dizer adeus à Academia da Ferrari e fui para a McLaren. Acho que foi um erro ter assinado um contrato de um ano. Meus agentes naquela época não fizeram um bom trabalho com o contrato. Foi triste. Acho que isso arranhou minha reputação na Fórmula 1”.
 
Sergio revelou também como surgiu a chance de representar a Ferrari na Fórmula 1. “Em 2012 era membro da Ferrari e teria contrato para 2014, mas deveria ficar um ano a mais na Sauber para depois ir para a Ferrari. Fui a Maranello e negociei com Domenicali, que me disse para fazer um pré-contrato para 2014. A Mercedes estava interessada em mim, a Ferrari também e a McLaren também, de modo que estava em uma grande posição. Então disse a mim mesmo que deveria ir ao carro mais competitivo para ganhar o título”.
 
“Não deu certo porque basicamente a McLaren não estava bem. Era companheiro de Jenson Button, um campeão do mundo, e estava chegando à sua equipe. Não deu certo porque não tínhamos performance alguma no carro. Éramos a sexta equipe mais rápida naquele ano, nem subimos ao pódio. Com o nível de experiência que tinha, sofria para tirar o máximo do carro”, finalizou.
 
Dono de uma grande largada no último GP da China, Pérez ocupa a 12ª colocação na temporada 2019 da Fórmula 1 e soma cinco pontos. Seu novo companheiro de equipe, Lance Stroll, tem dois tentos em três corridas.

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