“Pessoalmente ofendido” com acusação da Ferrari, diretor-esportivo nega ir contra DNA da F1: “Por que eu faria isso?”

Ross Brawn, diretor-esportivo da F1, falou pela primeira vez sobre a acusação de 'emburrecer' e ir contra o DNA da F1, feitas em dezembro do ano passado pelo presidente da Ferrari, Sergio Marchionne. Segundo Brawn, a acusação não faz sequer sentido e é ofensiva, especialmente enquanto o trabalho do Liberty Media é moldar uma F1 mais sustentável para o futuro

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

O diretor-esportivo da F1, Ross Brawn, não gostou de ser acusado de forçar a F1 para longe do DNA histórico. À frente da parte esportiva da categoria que conquistou quase uma dezena de vezes como diretor-técnico ao longo de mais de duas décadas, Brawn afirmou que o Liberty Media está buscando soluções que tornem a F1 sustentável para o futuro, unindo um novo estilo de competição que possa manter a parte comercial para a próxima geração. Quando alguém faz uma acusação desse naipe, segundo Brawn, é inútil e ofensivo.

 
A acusação foi feita pelo presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, ainda em dezembro de 2017. Foi um dos capítulos mais agressivos da cada vez mais aparente rota de colisão entre a marca italiana e os novos donos da F1. Marchionne disse que a estratégia de Brawn para o futuro está "emburrecendo" a F1 ao simplificá-la. Brawn, dono de cinco títulos pela Ferrari enquanto foi diretor-técnico, não gostou. 
 
"É fundamental que tenhamos uma opinião de onde estamos na F1. Acho muito frustrante quando as pessoas nos acusem de estragar o DNA disso, daquilo ou do outro. A F1 tem uma longa história de competição incrível, é o auge do esporte a motor. Por que iríamos escolher estragar isso?", questionou em entrevista à emissora de rádio Sport New Zealand, da Nova Zelândia.
 
"Eu acho pessoalmente ofensivo quando as pessoas me acusam de 'emburrecer' o esporte, porque sabemos que, se fizéssemos isso, estragaríamos o esporte em sua alma. E estragaríamos a base comercial também. As equipes do topo estão gastando provavelmente duas ou três vezes mais do que estavam há cinco ou seis anos e, mesmo assim, eu não diria que há seis anos o esporte era tolo. É uma questão de degrau", apontou.
Ross Brawn deixou claro que quer ver uma F1 com mais equipes vencendo (Foto: Twitter)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

"Temos que ajudar os times do topo a reconhecer e entender que, para termos um esporte no futuro, precisamos refazer a base dos vencimentos comerciais para os times, precisamos refazer a base do alcance que as equipes podem explorar tecnicamente em ordem a gerar uma competição mais divertida", explicou. 

 
Apesar da grande resistência oferecida pela Ferrari e também pela Mercedes na empreitada de pouco mais de um ano, Brawn vê as equipes na mesma página do Liberty com relação ao regulamento técnico sendo discutido para a temporada 2021. Será nessa temporada que a F1 terá uma nova geração de carros e competição. 
 
Mesmo com entendimento de que a parte política das grandes equipes pode atrapalhar as conversas, ao menos Brawn aparenta otimismo.
 
"Há sempre interesses envolvidos, não é apenas um problema técnico. Temos um problema político sobre o que é governância. Em outras palavras, qual papel que as equipes têm, o papel que nós [Liberty] temos, o papel que a FIA tem? Governância é um tópico sensível. O vencimento comercial das equipes é um tópico sensível. Controle orçamentário, que é algo que gostamos, é um tópico sensível", seguiu.
 
"Quando você tem três ou quatro áreas que estão sendo debatidas com ardor, às vezes destaca ou esconde certos problemas. O que pareceria um simples desafio ou objetivo técnico às vezes fica escondido porque as equipes são sensíveis a outras áreas e, por isso, não cooperam", acusou.
 
"Mas acredito, falando mais abragentemente, que a parte técnica que estamos discutindo é bem defendida por todas as equipes. Elas reconhecem que, se estamos falando de soluções para 2021, não serão afetadas a curto prazo e nem estão em desvantagem a curto prazo. Devemos trabalhar para melhores soluções para o futuro", encerrou.
 
A F1 volta na próxima semana com o GP do Bahrein. 
"RIDÍCULO E LEVIANO"

AJUDA DELIBERADA DA HAAS À FERRARI? NÃO FAZ SENTIDO ALGUM

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube