Pirelli conclui que “uso extremamente longo” causou falha nos pneus em Silverstone

Após os problemas nos pneus de Carlos Sainz, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, a Pirelli precisou explicar-se e apontou quais foram as causas das falhas nas voltas finais do GP da Inglaterra

Durante o GP da Inglaterra, três pneus falharam nas voltas finais e prejudicaram a dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, além de Carlos Sainz, da McLaren. Após a corrida, a Pirelli buscou identificar o que causou os furos nos compostos.

De acordo com a fornecedora de pneus da Fórmula 1, o uso “extremamente longo” dos compostos causou problemas nos três carros. Em nota, a empresa afirma que “a entrada do safety-car pela segunda vez na corrida fez com que quase todas as equipes antecipassem o pit-stop planejado e, por isso, a perna final foi maior do que a idealizada”.

Em uma das pistas mais exigentes do calendário, em Silverstone, alguns pilotos fizeram cerca de 40 voltas – mais de três quartos da prova – com o mesmo composto. Esse motivo, segundo a Pirelli, foi o responsável pelas falhas nas voltas finais. A empresa italiana ainda afirma que os pneus dianteiros apresentaram problemas porque “são os mais forçados ao longo da corrida” no circuito inglês.

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A Pirelli usou as duas entradas do safety-car para explicar os pneus furados no fim da prova (Foto: Pirelli)

A recomendação da Pirelli era de apenas um pit-stop para a maioria dos pilotos. As circunstâncias da corrida, no entanto, modificaram os planos de pilotos e equipes.

O safety-car deu o ar da graças em duas oportunidades no GP da Inglaterra. Primeiro, entre as voltas 2 e 6 após o acidente de Kevin Magnussen e Alexander Albon. Na volta 13, o carro de segurança voltou à pista após a forte batida de Danill Kvyat – um vídeo mostra que o piloto da AlphaTauri também sofreu com problemas nos pneus. O período de SC durou até o 19º giro, fazendo com que vários pilotos aproveitassem para trocar pneus.

Lewis Hamilton, Valtteri Bottas e Carlos Sainz trocam os pneus na volta 13 e colocaram os compostos C1, os mais duros disponíveis no final de semana. O plano é seguir sem mais paradas nos boxes até o fim da corrida. O trio, no entanto, enfrentou problemas nas voltas finais da corrida. Bottas e Sainz conseguiram levar fazer um novo pit-stop. Hamilton, porém, recebeu a bandeirada com apenas três pneus.

Para a segunda etapa em Silverstone, o GP de 70 Anos da Fórmula 1, a Pirelli disponibilizará os compostos C2 (duros), C3 (médios) e C4 (macios). A escolha é diferente da primeira corrida, quando os pneus C1, C2 e C3 foram oferecidos a pilotos e equipes. Além disso, a prescrição de uso será revisada, aumentando a pressão mínima dos pneus para reduzir o desgaste.

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