Pirelli prevê desgaste reduzido dos pneus e aposta em estratégia de um pit-stop no GP da Coreia

Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli, acredita que as características da pista e o baixo desgaste oferecido pelos pneus macios e supermacios poderão fazer com que as equipes do grid adotem tática de apenas uma parada na corrida deste domingo

Com o desenrolar da temporada 2012 da F1, cada vez menos os pneus têm influência direta sobre o resultado final das corridas. Não à toa, a imprevisibilidade e o equilíbrio deram lugar à polarização das vitórias entre Ferrari, McLaren e, mais recentemente, a Red Bull. Tudo porque as equipes passaram a compreender melhor o desgaste dos compostos, sobretudo nas três últimas corridas do campeonato.

Em Yeongam, sede do terceiro GP da Coreia do Sul de F1, a situação deve ser semelhante. A ponto de o diretor-esportivo da Pirelli, Paul Hembery, acreditar que, devido às condições do asfalto, que proporcionam um menor desgaste dos pneus, seja possível ver tática de apenas um pit-stop na corrida deste domingo (16), em Yeongam.

Pirelli crê que pneus macios devem ser usados na classificação do GP da Coreia (Foto: Ferrari)

O circuito sul-coreano compreende trechos completamente distintos entre si. Com um total de 5.615 metros, o traçado tem, em seu primeiro setor, uma grande reta, de mais de 1 km, que se encerra com um ponto de desaceleração com picos de 5G, o que força bastante os pneus. Já a parte final do circuito reúne uma sequência de curvas, local onde os pneus atingem a maior temperatura.

“Aqui é um circuito bastante estranho, porque parece um circuito permanentemente rápido, mas a superfície é como se fosse de um circuito de rua. E isso é muito bom, porque há níveis reduzidos de desgaste”, explicou Hembery. A Pirelli, assim como aconteceu no ano passado, optou pelos pneus macios e supermacios para a etapa de Yeongam da F1. Mas, diferente de 2011, a expectativa é que o desgaste seja ainda menor.

“Ano passado, as pessoas sugeriram que a decisão [na escolha dos pneus] foi muito louca, e que nós poderíamos ter cinco ou seis pit-stops, e o que vimos foram dois. Se isso acontecer desta vez, é bem possível que o pessoal busque uma [estratégia] de uma parada na corrida”, comentou o comandante da Pirelli para a F1.

Na visão do engenheiro, a diferença de desempenho entre os pneus supermacios e os macios é pequena — em relação a outros circuitos do Mundial: entre 0s2 e 0s6. Dessa forma, Hembery entende que algumas equipes podem até disputar a classificação com os pneus macios neste sábado.

“Isso é absolutamente possível”, disse o diretor da Pirelli, exaltando a durabilidade dos compostos macios. “Está tudo muito apertado, e você pode conseguir fazer a maior parte da corrida com pneus macios. O traseiro certamente aguentaria fazer toda a corrida, enquanto aqui você tem os dianteiros mais limitados”, concluiu.

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