Por falta de confiabilidade e inconstância dos pilotos, Red Bull vive 2017 de dois atos. E isso precisa mudar em 2018

Na primeira metade de 2017, Daniel Ricciardo reinou. Na segunda metade, Max Verstappen reagiu. A dupla de pilotos mandou bem, mas teve um ano de altos e baixos – muito por causa do pouco confiável motor Renault. Se a Red Bull quiser ser campeã novamente, isso precisa mudar já em 2018

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

2017 começou como um ano de grandes expectativas para a Red Bull. A equipe que terminou 2016 em franca ascensão, atrás somente da Mercedes, prometia uma investida ameaçadora na busca de vitórias e títulos. No lançamento do RB13, a equipe brincou com o tal número maldito, dizendo que o carro seria “azar para alguns”. A brincadeira fazia referência aos rivais, mas acabou sendo exatamente o contrário: em uma temporada que não foi tranquila nem nos bons momentos, o azar foi da própria Red Bull que deixou escapar a chance de reagir e causar uma boa impressão.
 
Pode parecer exagerado afirmar isso, já que a Red Bull venceu três corridas e se tornou habitué de pódio. Mas não, não dá para ver o 2017 dos taurinos apenas com o viés otimista. A equipe que queria brigar por título fechou o Mundial de Construtores em terceiro, tão longe quanto antes da Mercedes e agora com a presença incômoda da Ferrari no meio do caminho. A dupla de pilotos, com Daniel Ricciardo e Max Verstappen, pode ser apontada como a mais forte da F1 sem cometer exageros. E isso já serve para perceber que o problema está no carro – no ainda problemático motor Renault, para ser preciso.
Daniel Ricciardo e Max Verstappen foram rápidos. Mas não foram regulares (Foto: AFP)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Os problemas com o motor – seja por falta de ritmo ou por problemas com confiabilidade – dividiram o 2017 da Red Bull em dois atos. Um primeiro de grandes dificuldades, mas com Daniel Ricciardo tirando coelhos da cartola para ir ao pódio com frequência inesperada. E um segundo de mais otimismo, com evolução nítida de carro e motor e grandes momentos de Max Verstappen. O único ponto em comum entre as duas metades é a falta de confiabilidade, um problema em maior ou menor escala ao longo dos 20 GPs.
 
Para ser franco, dizer que são duas metades pode não ser verdade absoluta. Isso porque a primeira fase da Red Bull em 2017 se arrastou até setembro. Até o GP de Singapura, só deu Ricciardo: vitória em Baku, sete pódios e apenas três abandonos – pouco para os padrões de uma equipe com motor Renault. Max Verstappen vivia um inferno astral enquanto isso: um mísero pódio e sete abandonos. Após a corrida em Marina Bay, o australiano tinha mais que o dobro de pontos do holandês. Era uma verdadeira surra.
A confiabilidade foi um grande problema para a Red Bull (Foto: BBC/Twitter)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Do GP da Malásia ao fim do campeonato, o que se viu foi essencialmente o contrário: nas últimas seis corridas de 2017, Verstappen venceu duas vezes e foi ao pódio em três oportunidades. Zero abandonos no período, algo chocante. Ricciardo até foi ao pódio duas vezes, mas abandonou três vezes. Sim, em um espaço de seis corridas o australiano abandonou o mesmo número de vezes que havia abandonado nas 14 anteriores.
 
Essa divisão indica duas coisas, uma boa e uma ruim: o lado positivo é que a Red Bull conta com dois grandes pilotos, que são capazes de brilhar quando contam com o equipamento adequado; o lado negativo é que o equipamento nem sempre é o adequado. Tanto Verstappen quanto Ricciardo desmoronaram quando a falta de confiabilidade do carro causou uma fase ruim. E não há condições de brigar por título sem regularidade – que o diga Lewis Hamilton, campeão de 2017 sem abandonar uma única prova e sempre pontuando.

Apontar título como obrigação da equipe que fechou o Mundial de Construtores em terceiro é exagero? Não, na verdade é o mínimo que se pode cobrar de uma Red Bull que até outro dia empilhava canecos com Sebastian Vettel. Desde a saída do alemão – ou melhor, da introdução dos motores V6 Turbo –, os taurinos se veem sem a magia de outrora. Para uma equipe que ainda conta com pilotos de ponta, é um pequeno fiasco. E que precisa ser encerrado o mais rápido possível.
 

EM BUSCA DO SONHO DA F1

PIETRO FITTIPALDI REVELA QUE NEGOCIOU COM A SAUBER PARA 2018

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height:
0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute;
top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube