Por que direção de prova não puniu Hamilton por marcha ré após erro na corrida em Ímola

Michael Masi, diretor de corridas da FIA, explicou por que Lewis Hamilton não foi investigado e punido por voltar da caixa de brita para a pista de ré na volta 31 do GP da Emília-Romanha, no último domingo (18)

Lewis Hamilton escapou da pista enquanto perseguia Max Verstappen

Um erro pouco comum no caótico GP da Emília-Romanha do último domingo (18) foi determinante para que Lewis Hamilton ficasse completamente fora da luta pela vitória no circuito de Ímola. Na volta 31, o piloto da Mercedes perseguia o líder Max Verstappen, da Red Bull, mas escorregou no asfalto úmido do circuito italiano à altura da curva Tosa, perdeu o controle, escapou na brita e se chocou com a barreira de proteção. Apesar do impacto não ter sido tão forte, foi o bastante para danificar a asa dianteira do W12. Parecia o fim, mas Hamilton conseguiu engatar marcha ré e voltou para a pista com a peça toda avariada.

A manobra realizada por Lewis levantou uma dúvida sobre legitimidade da manobra, que não é mencionada como proibida no regulamento, que restringe, apenas, a utilização da marcha ré nas áreas de pit-lane.

Michael Masi, diretor de prova da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a F1, detalhou o incidente de Hamilton e explicou os motivos que o impediram de reportar a ação do heptacampeão aos fiscais, evitando, assim, investigação e uma eventual punição ao heptacampeão mundial.

“Creio eu, olhando para o incidente no momento, voltar de ré da área de brita para a pista, e ao ouvir as conversas de rádio entre o Lewis e a equipe, eles estavam constantemente informando o piloto durante todo o caminho. Então, nesta circunstância particular, digo novamente, eu não consideraria reportar isso para os fiscais de prova”, disse o australiano em entrevista coletiva horas depois em Ímola.

LEWIS HAMILTON; GP DA EMÍLIA-ROMANHA; ÍMOLA; F1;
Lewis Hamilton cometeu um erro até surpreendente na volta 31 do GP da Emília-Romanha (Foto: Reprodução)

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“Cada caso é um caso, mas para ter uma visão completa é preciso analisar todas as circunstâncias que englobam o fato”, concluiu Masi.

Hamilton foi beneficiado, de certa forma, pelo forte acidente entre Valtteri Bottas e George Russell à altura da chicane da curva Tamburello. Com os múltiplos destroços na pista, a corrida foi interrompida com bandeira vermelha. Quando voltou, em oitavo lugar, Lewis conseguiu empreender uma grande corrida de recuperação, escalou o pelotão e terminou em segundo.

De quebra, marcou a volta mais rápida da prova, o que lhe valeu 1 ponto extra e a liderança do campeonato justamente com 1 tento de vantagem para Max Verstappen.

A próxima etapa da F1 na temporada 2021 acontece dentro de duas semanas, em 2 de maio. A categoria vai para Portimão, casa do GP de Portugal.

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