Preparando saída da F1, Ecclestone tenta encontrar assistente: “Vou precisar de alguém para meu lugar”

Envolvido em ação judicial na Alemanha e com idade avançada, Bernie Ecclestone admitiu que está difícil dedicar todo o seu tempo à F1 recentemente

Bernie Ecclestone, 83, é quem comanda a F1 há mais de três décadas, mas seu reinado está chegando ao fim. Seja pela idade, seja pelo processo judicial que enfrenta na Alemanha, o dirigente pode ter de se afastar de vez do cargo de chefão da categoria. Ciente disso, já prepara sua saída.

Em entrevista ao ‘Financial Times’, Ecclestone admitiu que já não consegue dedicar todo o seu tempo à F1 por causa das disputas nos tribunais da Inglaterra e da Alemanha, e reconhece que pode ter de se ausentar de vez em um futuro próximo.

O britânico saiu vencedor do processo que encarou em Londres, movido pela empresa germânica Constantin Medien. Em Munique, porém, a briga está só começando, com a promotoria local o acusando de suborno ao banqueiro Gerhard Gribkowsky. E o veredito da justiça inglesa indicou que Bernie, de fato, subornou Gribkowsky.

Bernie Ecclestone tenta encontrar alguém que possa ajudá-lo a comandar a F1 (Foto: Getty Images)

“Eu tenho perdido muito tempo nestes casos e, para ficar em Munique, não vou poder fazer o que normalmente faço, dedicar 24 horas por dia, sete dias por semana ao trabalho”, disse Ecclestone.

“Eu tenho procurado, nos últimos anos, por alguém que possa se juntar a mim para me auxiliar com o que tenho que fazer. Eu eventualmente estarei em uma posição, se decidir me aposentar – ou infelizmente morrer – em que vou precisar de alguém para assumir meu lugar”, comentou.

Qualquer que venha a ser o sucessor de Ecclestone, ele precisará contar com a aprovação do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que tem poder de veto.

Ecclestone também disse que nada efetivamente mudou desde janeiro, quando o CVC anunciou que passaria a controlar mais de perto suas ações no comando da F1, e que não gostou da conclusão do juiz britânico que o absolveu neste início de ano – afirmou que Bernie não pode ser considerada uma testemunha confiável.

“Fiquei um pouco desapontado com o juiz, mas eu entendo que ele estava em uma posição difícil pela falta de provas diante dele”, concluiu.

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