Presidente da FIA promete voto contra grid invertido: “Tensão artificial não funciona”

Jean Todt exaltou a vitória de Pierre Gasy em Monza, mas deixou claro que valoriza surpresas que aconteçam de forma natural, sendo contra implantar grid invertido

A vitória de Pierre Gasly no GP da Itália reanimou o debate sobre grid invertido na Fórmula 1. No entanto, o presidente da FIA não gosta nada da ideia. Para Jean Todt, o sistema cria emoção de forma artificial, diferentemente do que aconteceu no triunfo do piloto da AlphaTauri em Monza. De toda forma, Todt não descarta a ideia, ainda que prometa votar contra.

Segundo o dirigente, a vitória de Gasly foi essencial para o esporte, mas não teria o mesmo impacto se acontecesse a partir de um sistema de grid invertido. Para Todt, a mecânica já não é boa nem na F2 e na F3, que partem na corrida de domingo sempre trocando as posições dos primeiros colocados do sábado.

“As surpresas são a essência do esporte. Mas eu já não gosto de grid invertido na F2 e na F3. Para mim, isso não é corrida. Tensão criada de forma artificial não funciona. Vou votar contra isso, mas, se a maioria for a favor, aceitarei a decisão”, disse à revista alemã Auto Motor und Sport.

Grid invertido na F1? O presidente da FIA não quer (Foto: Racing Point)

Outro tópico abordado por Todt foi a péssima fase da Ferrari. E o dirigente reagiu de forma bem fria, garantindo que já não tem mais vínculo algum com o time, nem mesmo afetivo.

“O número é bem grande, mas não me desperta mais emoções. Eu era um fã da Ferrari quando pequeno, depois fui um funcionário por muitos anos, mas agora sou um espectador neutro. Meu capítulo na Ferrari já acabou”, comentou.

O francês fez uma breve análise da fase do time italiano, explicando que, na época em que iniciou o trabalho na chefia da Ferrari, a realidade da equipe era bem pior do que a atual em termos de estrutura e potencial.

“Não gosto de ver ninguém sofrendo, não importa quem seja. Mas eu gosto de tentar entender as razões por trás disso e, definitivamente, a Ferrari de hoje não é a mesma de 1993, quando cheguei. Eu adoraria ter a estrutura de hoje naquela época. A Ferrari, hoje, é uma organização bem mais forte”, garantiu.

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