Prévia: Mercedes precisa de três pontos a mais que Ferrari para selar bi da F1

Com 169 pontos de vantagem para a Ferrari a cinco etapas do fim da temporada 2015 da F1, a Mercedes está muito perto de, mais uma vez em solo russo, garantir o título do Mundial de Construtores. E, claro, é favoritíssima para o GP

Assim como em 2014, a Rússia pode ver uma festa de título na F1. A Mercedes, com sua larga vantagem de 169 pontos para a Ferrari, pode selar em Sochi o bicampeonato do Mundial de Construtores. E o cenário é muito favorável às pretensões da equipe germânica.
 
Após o GP da Rússia, 172 tentos ainda estarão em jogo na disputa dos Construtores. Desta forma, três pontos a mais que a Ferrari serão o bastante para que a conquista seja selada em Sochi.
 
Convenhamos que, diante da superioridade prateada, conseguir só três pontos em relação à Ferrari não é missão das mais difíceis. Isso aconteceu em dez das 14 corridas.
Até Vladimir Putin apareceu na festa da Mercedes em 2014 (Foto: AP)
Entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, o inglês é franco favorito, naturalmente. O rendimento no ano vem sendo muito melhor. Oito vitórias contra três, 11 poles contra duas, 48 pontos de vantagem no Mundial de Pilotos e nenhum sinal de reação por parte de Nico, dominado desde a primeira corrida.
 
Hamilton que, em 2014, fez a pole e venceu na estreia de Sochi no calendário.
 
O autódromo construído dentro do Parque Olímpico da cidade não empolgou muito até o primeiro treino livre. O traçado parecia bobo, simples. Mas uma vez acelerando, os pilotos mudaram de ideia e passaram a fazer elogios. Algumas curvas tinham um elevado grau de dificuldade, outras, até mesmo inclinação negativa. 
 
De todo modo, a corrida não empolgou, mesmo. Com uma escolha conservadora de pneus, a prova teve somente um pit-stop e pouco sabor. Rosberg, que caiu para último após uma parada ainda na primeira volta, terminou em segundo com facilidade. Do meio para o fim da disputa, a chegada de Vladimir Putin ao complexo passou a chamar muito mais a atenção.
 
Com a opção pelos supermacios e macios em 2015, a tendência é que isso melhore. A expectativa é por um elevado desgaste.
Rosberg tentou passar Hamilton na largada em 2014, errou e perdeu a corrida (Foto: AP)
Atrás da Mercedes
 
Olho na disputa entre Ferrari e Williams, que deve ser interessante. No ano passado, Valtteri Bottas ficou 0s4 atrás de Hamilton no Q3, mas o desempenho foi tão impressionante quanto, por exemplo, o do GP da Áustria. Isso porque a pista de Sochi é bem mais extensa e tem muito mais curvas. Não tivesse o finlandês errado na última curva, seria possível até mesmo se colocar na primeira fila.
 
Como o FW37 tem características similares às do carro de 2014, dá para esperar uma Williams forte nas longas retas russas.
 
Só que, neste ano, há a competição da Ferrari, que se colocou como a segunda força do grid. E como o motor italiano se mostrando um tanto forte, é de se esperar que Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen no mínimo briguem pelo pódio.
 
Se é para se ter otimismo antes de um GP que pouco animou no ano passado, esse otimismo reside na disputa pelo degrau mais baixo do pódio.
A Williams vai dar conta de buscar a Ferrari em Sochi? (Foto: AP)
Completando a zona de pontuação
 
A Red Bull até que melhorou nas últimas corridas, embora tenha saído zerada do GP do Japão, e tende a seguir como a quarta força do grid. Com sorte, dá um salto e briga por um top-5, mas o natural é imaginar Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat na quarta fila.
 
Lotus e Force India devem se aproximar, com o motor Mercedes falando bem mais alto que o Renault. A Toro Rosso também gostaria de entrar no bolo, e seus pilotos estão bem animados para isso. No ano passado, foi em Sochi que Kvyat conseguiu sua melhor classificação, ainda a bordo de uma STR. 
 
Sauber, McLaren e Manor ficam um pouco mais atrás.
Na estreia em casa, Kvyat teve a melhor classificação de 2014 pela Toro Rosso (Foto: Getty Images)
O que pode interferir?
 
Os muros são bem próximos, o que sempre leva a crer que o safety-car pode dar as caras. Além disso, em 2014, não havia tantas vias de resgate, o que torna difícil o resgate de um carro que parar na pista.
 
Por outro lado, apesar disso tudo, o carro de segurança não foi acionado nas 53 voltas de corrida. Há previsão de chuva, mas somente para a sexta-feira.
 
Os treinos livres começam às 4h (de Brasília) de sexta, com o TL2 acontecendo a partir das 8h. No sábado, o TL3 é às 6h e a classificação, às 9h. Já no domingo, a largada será dada às 8h.
1) Hamilton venceu o GP da Rússia, em 2014, em 1h32min50s744, com uma média de velocidade de 202,347 km/h.

2) Se vencer, Hamilton chega à 42ª vitória e passa Ayrton Senna.

3) Em Sochi, Valtteri Bottas marcou a primeira e única volta mais rápida de sua carreira na F1. Foi na 53ª e última volta da prova, contornada em 1min40s896, 0s404 mais rápido que Nico Rosberg.

4) O traçado é um dos mais longos da temporada com seus 5.848 metros. São 18 curvas.

5) Agora é oficial: só Hamilton, Rosberg e Vettel, os três pilotos que efetivamente pensaram em título desde o início do ano, têm chances matemáticas de levantar o caneco ao final de 2015. Mas há um favorito neste trio, e por muito…

6) Com o 'zero' da Red Bull no GP do Japão, só Ferrari e Mercedes pontuaram em todas as corridas da temporada 2015 da F1.

7) No ano que vem, o GP vai mudar de data e ser disputado em maio. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o GP da Rússia não abrirá a chamada 'temporada europeia': Sochi fica localizada na porção asiática da Rússia.

8) A organização da corrida, encantada com o que é feito em Cingapura e em Abu Dhabi, quer transformar a prova em um evento noturno no futuro.

 (Foto: AP)
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