Projetista da Ferrari aponta desenvolvimento dos escapamentos como chave para bons resultados

Nikolas Tombazis afirmou que trabalhar com o ar que sai do sistema de escapes será fundamental para conquistar bons resultados em 2013. Apesar disso, o engenheiro alertou que todas as equipes farão isso

Projetista-chefe da Ferrari, Nikolas Tombazis fez um balanço positivo do desempenho da equipe italiana durante a pré-temporada da F1. O engenheiro afirmou que ficou contente com os resultados obtidos e espera continuar a progredir durante o campeonato, principalmente ao trabalhar no desenvolvimento dos escapamentos.

“Nas saídas de escapamento, podemos contar com atualizações durante a temporada e, embora as diferenças não sejam visíveis, elas podem oferecer uma margem significativa de melhora. Por isso, não seremos os únicos que vamos trabalhar nesta área, os demais também o farão”, declarou o projetista, alertando que todas as equipes vão explorar os escapes na busca por um melhor desempenho.

Tombazis se disse contente com o trabalho da Ferrari (Foto: Ferrari)

Os escapamentos se tornaram vitais para o desenvolvimento do carro da F1, após a proibição do difusor aquecido e do mapeamento do motor. Para otimizar a passagem de ar no difusor, a solução encontrada pelas escuderias foi direcionar o fluxo que sai do escape, por meio do chamado efeito coanda.

Outro trunfo da Ferrari para 2013 é poder fazer uso do simulador. Depois de reclamar nos últimos anos que a peça não correspondia à realidade da pista, a equipe italiana ficou satisfeita com a correspondência entre ambos durante a pré-temporada e por isso espera usar a máquina para acelerar o desenvolvimento de alguns componentes.

“Como o regulamento se manteve o mesmo, diminuiu o espaço para inventarmos, mas com os escapamentos ainda é possível fazer muita coisa. Além disso, como tivemos grandes melhoras no simulador, agora ele produz uma melhor correlação de dados entres as configurações distintas que testamos”, disse.

Tombazis, porém, alertou que a Ferrari não pode focar apenas no desenvolvimento de novas peças e esquecer o trabalho de pista, como o entendimento dos pneus.

“Será mais complicado testar novas peças e comparar a evolução durante um fim de semana de corrida, entretanto, entre as corridas, isso poderá ser feito com mais calma e extensivamente. Temos que encontrar uma maneira de fazer isso sem comprometer outras tarefas, como a análise do comportamento dos pneus”, encerrou.

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