Reações em 2010 e 2012 servem de exemplo para Vettel em 2017. Mas Ferrari precisa de carro ainda mais competitivo

Sebastian Vettel já recuperou diferenças mais expressivas do que os 28 pontos para Lewis Hamilton. Em 2010 e 2012, o alemão devia 31 e 29 pontos com seis provas para o fim. Mas existe um porém: no passado, Vettel venceu bastante na reta final com uma Red Bull muito forte – e é difícil acreditar que a Ferrari seja capaz de repetir isso em 2017

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Sebastian Vettel deixou Singapura com o pior resultado possível. Na pista em que deveria acumular uma gordura para enfrentar Lewis Hamilton nas últimas provas do ano, aconteceu exatamente o contrário – o britânico venceu onde nem precisava e abriu inesperados 28 pontos de vantagem para o alemão. Dada a disposição das cartas na temporada 2017 da F1, com a Mercedes levando uma vantagem sutil na maioria das pistas, já dá para falar em claro favoritismo de Hamilton. Para Vettel, resta se inspirar em duas grandes recuperações dele próprio: em 2010 e 2012, Seb superou adversidades para levantar o caneco.
 
Mas as adversidades de 2010 e 2012 foram superadas através de um grande aliado: o melhor carro do grid. Quando a Red Bull deitava e rolava na F1, ficava mais fácil para Vettel dar a volta por cima – e com déficits em pontos ainda maiores do que os de hoje.
 
Restando seis corridas para o fim da temporada 2010, Vettel devia 31 pontos para o líder Hamilton, então na McLaren. Com seis para o fim de 2012, Vettel devia 29 para Fernando Alonso e sua Ferrari. Nos dois casos, o alemão encaixou ótimos resultados quando mais precisava e fechou os anos com caneco na mão, mesmo que por vantagens mínimas.
No passado recente, Sebastian Vettel fez recuperações incríveis (Foto: Red Bull/Getty Images)

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Com aquele que pode ser considerado o melhor carro de 2010, Vettel venceu três das últimas seis corridas do ano. O aproveitamento se repetiu em 2012, ano em que a Red Bull tinha margem ainda maior sobre a Ferrari, rival direta. Claro, Seb também contou com abandonos dos rivais diretos para concretizar a reação.
 
Esses dados nos levam a crer que a reação de Vettel é possível – basta ter fé. Mas algumas outras questões precisam ser levadas em consideração.
 
A primeira delas é que, ao contrário de 2010 e 2012, Vettel não tem um carro claramente melhor. A Ferrari tem vantagem clara sobre a Mercedes em poucos circuitos – México e Abu Dhabi são os únicos GPs que preocupam Toto Wolff, chefe da Mercedes. Nas outras cinco, todas com pelo menos um trecho de longas retas, a expectativa é de vantagem da Mercedes. Assim, dá para afirmar que só grandes atualizações no carro vão deixar Sebastian com chances reais.
 

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Outro aspecto é que, ao contrário de 2010 e 2012, a temporada 2017 tem poucos pilotos capazes de vencer em condições normais. São três – Vettel, Hamilton e Bottas. 2010 e 2012 tinham pelo menos cinco pilotos capazes de roubar vitórias.

 
Isso significa que vencer três das últimas seis corridas não deve ser suficiente para Vettel. Neste cenário, Hamilton provavelmente venceria as outras três, o que só não lhe dá a taça em caso de abandonos. Sebastian precisa vencer ao menos quatro das últimas seis e seguir torcendo para Lewis abandonar ao menos uma vez. E é aí que está o problema: em 14 corridas até aqui, o tetracampeão venceu quatro. O aproveitamento precisa melhorar drasticamente.
 
Mesmo que Vettel precise diminuir uma vantagem numericamente menor do que em 2010 e 2012, o desafio é claramente maior em 2017. A vantagem de Hamilton na situação como um todo é maior do que ele tinha em 2010, ou Alonso em 2010 e 2012. Sebastian vai precisar leite de pedra – mas ele já tem experiência nisso, pelo menos.
 
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