Red Bull e Ferrari ligam alerta para novo sidepod ‘incopiável’ da Mercedes na F1 2022

Novidade trazida pela Mercedes ao Bahrein, sidepods alternativos do W13 não poderão ser copiados pelas outras equipes do grid devido ao teto orçamentário em vigor — mesmo em caso de dar certo

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Após três dias de pré-temporada em Barcelona, a Mercedes resolveu inovar e trouxe uma novidade facilmente perceptível ao Circuito de Sakhir, no Bahrein, onde a Fórmula 1 realizou seus últimos dias de testes antes do início do campeonato. Praticamente sem sidepods nas laterais, o conceito inovador da equipe alemã foi imediatamente posta em suspeita por Red Bull e Ferrari, que questionavam se a novidade estaria dentro das regras. Para Ross Brawn, o grande pensador por trás do novo regulamento técnico, está. No entanto, a FIA ainda terá alguns dias para dar o veredito final.

Assim, é natural que as outras equipes busquem maneiras de se aproximar do conceito alemão, nem que seja para entender como ele se aplica na prática. O detalhe é que, de acordo com informações do portal alemão Auto Motor und Sport, isso seria impossível.

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A lateral do W13 passou por modificações e chegou praticamente sem sidepods ao Bahrein (Foto: Reprodução/Albert Fàbrega/Twitter)

Para que as equipes rivais conseguissem copiar o modelo da Mercedes — obviamente, no caso de dar certo —, seria necessário alterar toda a parte estrutural de seus carros, o que seria impossível sob o novo teto de gastos. Assim, caso a inovação proposta pela equipe de Toto Wolff se pague na pista, será consideravelmente difícil para os rivais alcançarem as flechas de prata — ao menos durante esta temporada.

Os tempos de volta demonstrados pelo novo W13 trazido pela Mercedes ao Bahrein ainda não explicitam grandes diferenças na prática, mas é impossível saber o quanto a equipe forçou na pista. Ainda de acordo com o portal, informações obtidas pela Ferrari dão conta de que o carro alemão já seria o mais rápido nas curvas mais lentas, exatamente pelo fato de ser mais fino.

A questão é que a Mercedes ainda precisa resolver a altura do carro. Sofrendo com os quiques, a equipe alemã busca o equilíbrio entre aumentar a altura e diminuir o galope — o que causaria perda de velocidade nas retas. Assim, enquanto a equipe ainda tenta entender como deixar o carro baixo o suficiente para ser rápido e não ‘quicar’ na pista, os rivais entendem que será impossível copiar o modelo do W13 ao longo do ano — o que naturalmente causa preocupação, caso a invenção funcione.

Detalhes do carro da Mercedes quase sem sidepods e com a asa do retrovisor alongada (Foto: Reprodução/Ted Kravitz/Twitter)

A própria Mercedes já admitiu que será difícil competir com Ferrari e Red Bull na corrida de abertura do campeonato caso a questão do quique não seja completamente resolvida. No entanto, se o trabalho da equipe alemã possibilitar um carro que seja baixo o suficiente para gerar velocidade nas retas sem quicar, a situação muda e a incógnita passa a ser justamente sobre a efetividade dos sidepods.

O principal foco de reclamação dos rivais — em especial Red Bull e Ferrari — foi a asa lateral, que contém a estrutura de colisão [que entra em contato com outros carros em caso de incidente] e também o espelho retrovisor. O formato de construção desta parte da carenagem confere maior força aerodinâmica ao W13, o que faz com que Christian Horner e Mattia Binotto, respectivamente chefes das duas equipes, levantem contestações.

Até o momento, a FIA não demonstrou ter encontrado qualquer ilegalidade no carro da equipe alemã. Caso a nova invenção funcione, já é sabido no paddock que a vantagem da Mercedes no quesito seria praticamente irreversível — pelo menos em 2022. No entanto, apenas a primeira corrida da temporada, em 20 de março, no Bahrein, poderá indicar realmente se a inovação proposta pelos atuais octacampeões de Construtores vai se pagar na pista.

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