Renault se diz pronta para fornecer motores à Red Bull, mas admite: seria estranho

Após tantas rusgas públicas, um retorno da parceria entre Red Bull e Renault seria estranho. Mas é o que, sob circunstâncias exatas, vai ter que acontecer em 2022

Apenas um dia se passou desde que a Honda anunciou que deixa a Fórmula 1 no fim de 2021, mas o burburinho é pesado sobre qual será o futuro dos motores de Red Bull e AlphaTauri. No que depender da Renault, se for necessário retomar a parceria, que seja. A fábrica francesa está disposta, mas não esconde que seria estranho por todo o histórico.

Segundo o regulamento esportivo da FIA, caso alguma equipe, em junho de 2021, ainda não tenha acordo de fornecimento de motor para 2022, a federação pode designar a fabricante de motores com menos cliente para assumir o trabalho. Como a Renault entra 2021 fazendo motores apenas para si própria, seria ela.

O chefe da Renault, Cyril Abiteboul, admite que seria estranho, sim, reatar a relação após tantas pancadas que minaram a relação entre 2014 e 2018, mas garante que não teria problema em cumprir regras. Crê, porém, que haja um plano por parte da Red Bull.

“Posso confirmar que não houve conversa alguma até este momento. Estando no esporte, conhecemos bem o regulamento e temos toda a intenção de cumprir com ele e com nossas obrigações”, disse.

“Claro que é um pouco mais detalhado – precisam nos pedir, e ainda não pediram, e há circunstâncias muito específicas, incluindo o momento para isso acontecer. Ainda estamos longe desta janela, que está marcada para junho do ano que vem”, seguiu.

“Sabemos que muita coisa pode acontecer na F1 num espaço limitado de tempo, e junho de 2021 está muito longe ainda. Tudo pode acontecer. Como eu disse, vamos cumprir com qualquer obrigação que surgir de tudo isso”, garantiu.

“Acho que sim [seria estranho], mas precisamos olhar para o esporte. E ainda estamos bem longe de passar por essa ponte. Não consigo imaginar que a Red Bull não tenha algum plano de fundo. Deviam saber disso, e Helmut e Christian são cheios de manobras e soluções. Não acredito que nós sejamos o Plano A”, falou.

Abiteboul não se mostrou surpreso pela saída da Honda. Segundo ele, o fato de, em outubro de 2020, a fábrica japonesa ainda não estar trabalhando para 2022 era um tanto flagrante.

“Sabemos que sempre é algo que pode acontecer. Já sabíamos que eles precisavam ainda confirmar a posição pós-2021 e que agora era o momento para fazer – talvez a falta de confirmação já fosse um indicativo, porque quando eu vejo como nós já estamos avançados com o projeto do motor de 2022, já serve como uma forma de orientação”, finalizou.

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